Era um homem de isopor, esfarelado isopor. Torpor emocional, patético inspirar e expirar. Como se as engrenagens não se considerassem, como se os elos se desfizessem em simples argolas.
Categoria: Crônicas Pequenas
Textos Curtos e Crônicas Pequenas da Literatura Corrosiva
O tempo escasso. Com pernas amputadas. As 24 horas já não são vinte e quatro horas. Perderam espaço e identidade. Hoje é preciso objetividade. No mundo do pouco tempo, pouco tempo nos resta. Então, cuide de cada segundo como a preciosidade que nunca mais lhe voltará ao colo. Como Crônicas Pequenas escolhidas para enriquecer seu dia.
Neste blog, tento deixar meu lado prolixo, e assumir a brevidade que todos procuram.
Se o seu relógio avança impiedosamente, mas está decidido a mergulhar no mundo da literatura, deixo-lhes aqui, minhas Crônicas Pequenas. Talvez não sejam tão pequenas quanto gostariam, mas são crônicas de um mundo breve, e pequenas brevidades.
- DESCONFIANÇA MATA
- O ÚLTIMO HOMEM DO PLANETA TERRA
- UMA CARTA PARA FREUD
- VESTIDA EM FARRAPOS
- O COLECIONADOR DE MANIAS
- DDA É A MÃE!
- VIAGEM NO TEMPO
- MENTIRAS ÁCIDAS
- MULHERES INTELIGENTES
- O OTIMISTA E O PESSIMISTA
- NATIMORTO – O RENASCIMENTO
- TEMPO
- CRÔNICA – SEM TÍTULO
- AMORES VIRTUAIS
- ENVELHECENDO AO TEU LADO
- GAROTA TPM
- DIA EPAGÔMENO
- DISCALCULIA E DISLEXIA – UMA HISTÓRIA DE AMOR
- VOANDO COM TOLSTÓI
- INTEIRAS METADES FRACIONADAS
- MINHA JOVEM IDOSA
- OS ANTISSOCIAIS I
- RETRATO SOLIDÃO INDELÉVEL
- AUTOBIOGRAFIA
- NOME PRÓPRIO
- CRÔNICA ALEGRE, EXCETO PELO FATO DE SER DEPRESSIVA
- CHUTANDO FANTASMAS
- PARANOICO, NÃO ANDROIDE
O Sopro e o Adeus
Era um dia qualquer sob um manto de tristeza qualquer. Não. Não era tristeza. Era monotonia, saca? Daquelas que pedem uma mudança de ares, imediata. Assim, fui ver a vida lá fora. E caminhando entre cinzas e nada, me deparei com um rosto conhecido entre máscaras desconhecidas. Vontade correr. …corra. … … corra. Um momento, […]
E Quem Poderia Prever…?
Como quem não suportava, não me suportei – esta loucura redimensionada em minha pele seca e visão ressequida. Olhos entrelaçados, um mistério que me consumiu, a intensidade sôfrega desenhada em mim. E sob a chuva negra, correndo sem participar de sorrisos aleatórios, não deixo de me perguntar: quem poderia prever que você pudesse me amar?
Viagem no Tempo
Tinha um dom único: viajar no tempo. Sem máquina, maquinaria, apetrechos ou afins. Um deslocar-se assustadoramente unidirecional: voltava no tempo. Jamais podia avançar no futuro. Descobriu o dom assim, do nada. Na juventude, 12 ou 13 anos, perdido entre lâminas afiadas do arrependimento, desejou voltar atrás e refazer tudo. Fechou os olhos, e de repente… […]
PARANOICO, NÃO ANDROIDE
Testando… um, dois, três. Personagem no cume das atenções. Reciclado. Em teste. Ainda não habita, mas tenta se habituar. Personagem com 35 anos mal cumpridos abre a janela e é alvejado pelo Sol. Como um vampiro, sente sua pele arder. Há um cheiro de queimado no ar. Recicla-se. Novas ponderações. Vida tolhida. Restos colhidos. Ratos, […]
AUTOBIOGRAFIA
Nasci um gênio. E hoje sou um tolo. Estive em sete países, mas não lembro quais são. Já me encontrei com Raul Seixas, e achei que fosse um sósia. Dormia de dia, escrevia a noite, e sonhava nas horas vagas. Já amei tantas vezes que esqueci a diferença entre um “oi” e um “eu te […]