Nasci um gênio. E hoje sou um tolo. Estive em sete países, mas não lembro quais são. Já me encontrei com Raul Seixas, e achei que fosse um sósia. Dormia de dia, escrevia a noite, e sonhava nas horas vagas. Já amei tantas vezes que esqueci a diferença entre um “oi” e um “eu te …
A seiva de tua voz Colhe pele, corre peito Um céu suspenso e refeito Derramando esperanças com teu nome Forma ganhos, ganha forma Ganha plástica um céu de anil Teu sorriso estendido Sua o beijo, beija o riso Enxerga o rímel Ouve o brinco Suaviza o delírio Me repassa em pente fino Canta sono, estanca …
Que princípios precisam ser seguidos na hora de criar um vilão para seu livro? Considere as principais dicas para criar um vilões inesquecíveis.
Quando alguém dedica uma vida inteira a literatura, na hora da morte, é imprescindível um toque de eloquência.
Desce. Sinuosa a rua lhe embaralha as vistas. O sonho que escorre pelo rosto é a embriaguez das horas passadas. Noite. Silêncio. Trôpego. É a marca no peito de uma esperança que certa vez desapareceu.
Primeira segundona do ano. 16h38. E já estou no consultório mórbido do meu psiquiatra psicótico. Uma maneira boa de se começar o ano: reclamar um monte e ver um cidadão com cara de doido ranger os dentes e me chamar de otário. E ainda pago ele. Coisa de otário.
Seleção de micro-contos de Juliano Martinz
