Seus brinquedos empilhados em um canto da sala. Suas malas, seus restos, seu rosto no espelho manchado. Um sonho montado às pressas, frágil castelo com cartas marcadas do seu baralho. E ainda estou atrás de sua porta, tentando ouvir seus segredos. E ainda sigo seus passos, compondo canções com seus suspiros.
Mês: outubro 2012
Como dar uma identidade única a cada uma das personagens de seu livro? Textos envolventes pedem personagens bastante diferentes
O que é o Estilo Literário? Como você pode identificar e potencializar o seu estilo?
Um barzinho qualquer. Uma conversa qualquer, aquela que melhor convir. – Droga de vida! – Por que isso, cara? – Ah, essa porcaria toda. – Mas que porcaria? – Essa estrumação onde vivo. – Esse papo de novo? Não tem nada de tão ruim em sua vida. – Ah, não? Quer que eu enumere? – …
Tinha um dom único: viajar no tempo. Sem máquina, maquinaria, apetrechos ou afins. Um deslocar-se assustadoramente unidirecional: voltava no tempo. Jamais podia avançar no futuro. Descobriu o dom assim, do nada. Na juventude, 12 ou 13 anos, perdido entre lâminas afiadas do arrependimento, desejou voltar atrás e refazer tudo. Fechou os olhos, e de repente… …
D’Artagnan se propôs um pequeno desafio: dar apenas três passos em linha reta. Levando-se em consideração as latinhas de cerveja que secara naquela festa, desnecessário dizer que não foi bem-sucedido. Orgulhoso irredutível (e defensor absoluto dos incisivos porres diários), botou a culpa no salame: “Aquela porcaria tava estragada”.
Que se me bastasse o frescor desta preciosidade Que me batesse forte em minha pele teu coração Sombra rotunda que me acompanha teus passos Um laço que me ceifa vista olhos em céu Brindar teu chegar como quem brinda o amanhecer Amanhece teu ser em meu peito já tomado Projeta boca e pele que me …