O SOCIOPATA

Menina festeira apaixonou-se por sociopata. Um eclipse, uma dança solitária. Tinha os olhos azuis, ele. Mas não brilhavam. Recôndito num mundo paralelo, era senhor ali. Ela, cobria-se de regras, regrava-se posturas, roupas e sorrisos. Saltos desenfreados numa pista qualquer, pés descalços, os dedos emanando gargalhadas. Ele, avulso, olhar indireto refeito por 4 paredes. Conversava sozinho, …

Cronicando

Desde criança, um estranho hábito: colecionar crônicas. Quando criança, eu pensava ser sonhos. Assim os descrevia: “eu coleciono sonhos”. Uma época onde as letras ainda não haviam se convertido em bits. Na biblioteca da escola, na pública, na particular de casa. Cópias a mão. Gostava de crônicas curtas. Fácil de ler. Fácil de copiar. O …