Escolha um emprego. Escolha um carro. Escolha uma vida. E depois, resigne-se. É a vida, feita de escolhas e consequências. Um passo aqui para um efeito lá. Pode parecer estimulante. Pode parecer desafiador. Ou, às vezes, deprimente. Por isso, o homem decidiu não escolher coisa alguma. Esta foi sua escolha. Sem razões definidas, sem explicações …
É possível um romancista escrever um livro em apenas dois meses?
Um beco. Estado inerte. A neblina vasta e densa que envolve pensamentos adormecidos em outras outroras. É o estrangeiro que reside, entre o amontoado de carnes distorcidas, pele e espasmo. O que somos? O que fomos? De repente, a máscara cai. Pele ao vento. Aquele olhar no espelho é fome? ânsia? descontentamento? Deveria ser uma …
Línguas e dedos afiados. Um pouco de mau humor e muita criatividade para desfilar ofensas contra colegas, igualmente inamistosos. São os nossos queridos autores desenleando seus ácidos comentários sobre escritores que estão (ou estavam) um pouco distante de figurar entre os seus prediletos.
Caiu-lhe os pesadelos como um manto sobre a vista fraca. Viu-se vaga, flores ao redor. Cheiro de vela. Cheiro de um tudo nada lhe dissecando a alma calejada. Levantou-se, sôfrega. Passos cuidadosos aqui e ali. 80 anos ou pouco mais lhe rasgando tecidos. Lacerando músculos. O sangue se esforçando – uma volta a mais. O …
Se a inspiração saiu para dar uma voltinha, traga-a de volta na marra
Tinha uma mania: era colecionador de manias. A primeira a ser constatada foi a mania de morder as pessoas. Odaxelagnia. Inicialmente, foi visto como algo normal. Pelo menos para os pais, que até achavam “bonitinho”. Os professores, a maioria já mordiscada por ele, haviam dado o alerta. Mas o costume de achar que o tempo …
Procurava o homem perfeito. E nunca considerou isso demasiada exigência. O que Sandra precisava era de alguém que preenchesse suas necessidades, suas ranhuras. Que acalmasse suas intempéries. Que aquecesse seu frio interior. E homens medíocres jamais conseguiriam isso.
Na vida real, uma garota tímida de poucos amigos. Daquelas que fazem dos cantos, seu melhor confidente. Nas noites, a transmutação. Longe dos assustadores ruídos das multidões, transformava-se. Na verdade, não mudava coisa alguma. Continuava a mesma garota de sonhos tolhidos. Mas assumia seu posicionamento virtual, onde era descolada, engraçada, cheia de argumentos. Era mais …