A Dúvida

Crônica A Dúvida

Enquanto o avião perdia altitude, o cenário era de pânico absoluto.

Ele ouvia gritos e preces ao seu redor. Alguns tentavam ligar o celular desesperadamente, provavelmente uma tentativa de enviar uma última mensagem para familiares e amigos. Eu te amo, adeus, eu não deveria ter dito aquilo. Todas aquelas frases que passam pela cabeça quando se sabe que serão as últimas.

Da mesma forma, ele estava angustiado. A mesma angústia que o acompanhara desde o momento em que pegara o metrô, 3 horas atrás, rumo ao aeroporto.

Antes que o avião se partisse em milhares de pedaços, sua angústia se resumia em uma única e persistente pergunta:

— Será que eu desliguei o ferro de passar?


16 thought on “A Dúvida”

  1. Elisabeth Alves faria disse:

    Perfeito, amei simplesmente amei. Usei para fazer uma pregação em minha igreja

  2. Kássya Nascimento disse:

    Estou usando essa crônica para um trabalho de escola, essa crônica me representou!

    1. Nesse momento estou preparando uma aula e vou usar essa crônica.

  3. eu entendi a dúvida dele, apesar que ele estava preste a partir, mas se preocupou se sua casa pegasse fogo por causa do ferro, mesmo não citando o porque ele se preocupou com isso ou com era com a casa(citei casa por um lugar que poderia ter deixado o ferro ligado mesmo não ser citado na cronica), alias nunca se sabe o que pode acontecer com um ferro ligado 🤷‍♀️

  4. Usei para fazer atividades com meus alunos! Obrigada!

  5. Francisca Neri disse:

    Maravilhosa.
    Sou professora e estava a procura de cronicas pequenas.
    Obrigada.

  6. William O. Costa disse:

    Haha! Muito bom mesmo! Me lembra bem as crônicas de Fernando Veríssimo.

  7. Muito boa crônica. Curta, leve e bem elaborada no final.

  8. moacir pereira de souza disse:

    Juliano, boa tarde!
    Vou tentar escrever à mão, mas acho difícil adaptar-me , pois há muito não faço isso. Ademais, minha letra é um desastre, às vezes nem eu consigo ler o que escrevo. Já publiquei dois romances e tenho uma série de crônicas que pretendo publicá-las. Ocorre que não consigo sair do meu estilo próprio de escrever romances. Por sinal, não distingo muito entre crônica e conto. Apesar dos elogios que venho recebendo de pessoas que lêem meus romances, não sei se estou no caminho certo. Sinto que escrevo estórias e não romances. Li tudo o que você já escreveu sobre literatura e me ajudou muito, por isso lhe agradeço!

  9. Senti falta de uma descrição mais detalhada do cenário e de algumas características do personagem principal qu o levaram até aquele último pensamento tão inusitados, mas achei muito bom e divertido

  10. Sensacional
    leve
    intrigante
    surpresa ao fim do texto

      1. ELIANE FRANCHIN disse:

        eu escrevo uma crônica para vc GABRIEL do que vc quer só me diga o tema e me chame para conversar aqui esse o meu nome ELIANE FRANCHIN

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