Ao escrever um romance, um artigo jornalístico, ou mesmo uma simples crônica ou poesia, você se depara com o famoso “branco”. Fantasmagórico, ele se coloca em sua frente com um sorriso cínico, impedindo-o de colocar no papel todos os seus pensamentos e sentimentos. É o bloqueio dos escritores. Uma súbita obstrução durante o processo de …
Mês: agosto 2013
Ao tentar repetir as circunstâncias que me trouxeram para este confinamento, este refúgio para dementes, acredito que acabarei me contradizendo. Não que seja algo proposital, um orgulho inexorável envolvendo meu peito e a recusa em admitir a culpa. Mas é apenas um letárgico estado da minha mente. Um pulsar elétrico da insanidade em minhas veias. …
Criar personagens inesquecíveis é talvez o elemento mais divertido ao escrever um romance. É a oportunidade de dar vida àquilo que só vive em nossa imaginação. É a possibilidade de conferir aos leitores a chance de se depararem com situações com as quais se identificam. A chance de criarmos algo capaz de realizar coisas que …
Você é um poeta ou poetisa? Então deve saber que o público que aprecia os versos e poemas é muito pequeno. No entanto, você não deveria se surpreender com o que vou dizer agora: a vasta maioria das pessoas gosta de poemas… desde que seja cantado. Milhares de brasileiros recitam poemas todos os dias, mas …
SMS. Mensagens de texto. Torpedos. Resumidamente: um grande desafio para quem quer aproveitar as poucas palavras para expressar tudo o que pensa. Os apaixonados que o digam. O coração acelerado, as mãos trêmulas que mal encontram as letras no celular ou smartphone, e a velha e nada bem-vinda tensão sobre o que dizer e como …
Agorafóbico. Agorafobia. Agora. Neste exato momento. Mas, logo agora? Foi o que pensei. Os pés já batendo a calçada coberta de limo, em uma manhã infernalmente fria, quando a sensação de ser engolido e devorado por uma nuvem negra deflagrou. Para falar a verdade, fui realmente devorado por uma nuvem negra, uma maldita neblina mórbida …
Não eram exatamente passos. Era praticamente um arrastar-se. No meio da noite, trôpega, caminhava Serena em meio ao nada. Sabe como é: desilusões que se derramam sobre uma alma sedenta, vinte e poucos anos de discórdia, deixa qualquer miserável pra baixo. Um turbilhão de sonhos, e um punhado de realismo. Com ela não seria diferente. …