Ela me sorriu com o semblante. Parecia a criação duma nova estação. Um novo estado, entre o líquido e o gasoso. Entre o silêncio e o zumbido. Entre a solidão e sua companhia. Escondi meus deletérios, deletei meus infernos, minhas intempéries. Artesão que sou, recriei-me a partir de inéditas matérias-primas, primeiro a matéria, depois as rimas. A clara evidência de sua pureza em clarividência. Opaca estação dando lugar à exata estação ela. Ela estar. Estado de estar perfeição. Perpetuar o ão de purificação.

Nela, me perpetuação. Me contemplação. Me ela são.

Por tudo o que ela quis.

Por ela, me refiz.