Era tão fã dos fogões Braslar que seu filho primogênito foi batizado de Sirius, em homenagem à uma das linhas de fogões da empresa. A esposa evidentemente não gostou. Também era fã dos fogões Braslar, mas isto fugia do padrão da normalidade – afinal,  Sirius não pegava bem como nome de uma criança.

Mas o pai continuou irredutível em sua ideia. E, dramático, chegou a profetizar que o nome poderia trazer bençãos e privilégios para o garoto. Sempre gesticulando, o homem teatral, costumava dizer:

– Querida, acredite em mim. Não é possível ser chamado de Sirius e não ser um gigante entre a humanidade. Olhe para a nossa cozinha – dizia apontando para o Sirius Plus 5 bocas da família.

– Eu sei, querido. É um nome perfeito para um fogão perfeito, mas não para uma criança.

– Nosso pequeno Sirius será um gigante entre a humanidade – arrematava o pai, orgulhoso, e ainda gesticulando.

E a profecia se cumpriu. Sirius Bernardes sempre esteve a frente das pessoas de sua idade. Aprendeu a ler e escrever aos 3 anos. Com dez, já era fluente em inglês. Desenvolveu fortes habilidades de liderança e sempre era o melhor orador das turmas na escola e faculdade. Cursou 4 faculdades, montou uma empresa de produtos esportivos, tornou-se dono de uma multinacional. Tornou-se empresário referência para todos os que almejavam o sucesso.

E então, aos 32 anos, teve seu primeiro filho. E desejando que o herdeiro se enveredasse pelo mesmo destino supremo, que tivesse a mesma ligação com o sucesso, Sirius tomou uma importante decisão, contrariando a esposa:

– O garoto vai se chamar Fênix!

Leia também este poema para os fogões Braslar