Plínio nunca gostou de cozinhar. Os pais, pelo contrário, amavam a cozinha. Talvez exatamente por isso ele nunca tenha precisado desenvolver quaisquer dotes culinários.

A única coisa que Plínio apreciava era comer. E pra que mais?, pensava, enfático.

Mas, quando foi morar sozinho, passou apurado. Nunca tendo gostado de cozinhar, quando se arriscou no fogão, descobriu-se um péssimo cozinheiro. Ficou até famoso entre os amigos como “o pior cozinheiro do mundo”.

A irmã, sempre incentivadora e positiva, achou que poderia reverter esta situação. Para inspirá-lo, deu-lhe de presente um Fogão Diamante Esmaltec 5 bocas. Com seu duplo forno, Plínio poderia preparar duas receitas ao mesmo tempo. Além disso, com o e-sensor e timer sonoro suas refeições nunca queimariam.

De fato, seria o presente perfeito para inspirar um jovem solteiro a se arriscar no ambiente da alta gastronomia.

No entanto, mesmo após ganhar o Fogão Diamante Esmaltec, Plínio continuou cozinhando mal. É verdade que o fogão ajudou a melhorar a qualidade dos pratos, mas no geral, eles continuavam pouco apetitosos. Exatamente por isso, as zombarias dos amigos continuaram as mesmas.

Mas, a esta altura, ele já nem se importava. Plínio era imune às galhofas e comentários. Podiam falar o que quisessem.  

Mas, pelo menos, ele tinha o fogão mais bonito da vizinhança.


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