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Crônicas corrosivas e gestos de amor

COMO CONQUISTAR LEITORES APAIXONADOS

As histórias possuem um poder maravilhoso sobre as massas de leitores: o poder de cativá-los. Compor uma narrativa é uma das formas mais intensas para se atingir o coração (e o intelecto) de alguém

Para os escritores, especialmente os novos autores, o grande desafio é descobrir que elementos de uma narrativa despertam esta deliciosa sensação de paixão quando, ao lermos um livro, nos descobrimos totalmente envolvidos. Isto responde à pergunta recorrente: como ser um bom escritor?

Um bom livro é realizado com diversos elementos: o estilo de narração do escritor, o poder envolvente de suas personagens, os diálogos cuidadosamente construídos. Mas aqui há espaço para outros elementos que não podemos desconsiderar, ao procurarmos escrever um bom livro e fisgarmos nossos leitores.

Curiosidade – A Chave Para Conquistar Leitores

A curiosidade é inerente ao ser humano. O desejo (quase uma necessidade) de se descobrir o que vem em seguida. A curiosidade satisfeita gera uma sensação de prazer. Como uma recompensa neural que nos estimula a continuar lendo até descobrir a resposta que tanto ansiamos.

Este é um elemento decisivo que os novos autores não podem desconsiderar ao procurar estimular o cérebro de seus leitores. Você talvez não consiga cativá-los tanto quanto gostaria com seu estilo narrativo. Mas poderá compensar esta falha procurando gerar curiosidade naqueles que repousam os olhos pelas palavras que você escreve.

Surpreenda Seus Leitores

A surpresa conquista leitores porque desafia suas expectativas. Será que a expectativa de que tudo dará certo se confirmará no capítulo seguinte? Será que o leitor será “beijado” ou “esbofeteado”, por assim dizer, quando virar a página?

Esta é uma forma de se enlaçar o cérebro de seus leitores: garantir a eles, desde o começo de sua história, que as coisas não são exatamente como parecem.

Faça Seus Leitores Sentirem

Como conquistar leitores apaixonados por seus livros

Diz a ciência, contrário ao que somos inclinados a crer, que o cérebro usa a emoção mais do que a razão para avaliar o que realmente é relevante para nós. Em outras palavras, as pessoas tendem a realizar escolhas mais direcionadas pelos sentimentos do que por uma análise realista da situação. E por que esta informação é importante para os escritores? Se seus leitores não estiverem “sentindo” enquanto leem, abandonarão seu livro antes que possa imaginar (muito menos, desejar).

Quando o escritor consegue arrebatar o leitor para dentro de sua narrativa, este passa a sentir e a pensar como o protagonista. Aflora-se uma empatia pelas personagens. A dor e alegria delas transmuta universos, transpassa papéis, e é sentido aqui, bem aqui, em nossa pele.

Compreender a natureza humana lhe ajudará a compor personagens mais fáceis de serem amados e acompanhados por toda a trama, até o final do livro.

Conte aos Seus Leitores Somente o Imprescindível

A todo momento, nosso cérebro é bombardeado com milhares de informações oriundas de todos os nossos sentidos. Sabe o que ele faz com a maioria desta informação? Simplesmente descarta (ufa!).

Esta método de lidar com uma sobrecarga de informação, nos ensina muito sobre o que devemos colocar no papel. O cérebro descarta o irrelevante. Isso significa que nosso texto não deve conter material irrelevante, se havemos de conquistar toda a atenção dos nossos leitores.

O processo de revisão do texto é essencial para se eliminar o descartável. É principalmente nesta hora que a maioria dos nossos “abusos prolixos” se manifestam. Pode partir o coração (eu sei, realmente dói), mas é preciso separar o joio do trigo. Pedir para apagar o desnecessário sem dó, acredito, seria pedir demais. Então, eu peço: apague o desnecessário com dó mesmo.

Ajude Seus Leitores a Imaginar

Uma descrição abstrata pode ser impactante. Mas quando ela é acompanhada pela descrição de algo concreto, o impacto será bem maior. Facilite as coisas para o cérebro dos seus leitores. Algumas declarações podem não transmitir o verdadeiro peso a que se objetivam. Por exemplo: “Ela se sentia insegura e angustiada” é uma descrição vaga. “Ela se sentia tão insegura e angustiada que seu estômago revirava, já pronto a saltar-lhe pela boca” carrega uma intensidade realista muito maior. O cérebro percebe o grau elevado da narrativa. E se envolve. E se permite ser… fisgado.

Dispense as genialidades vagas. E trabalhe pensando no cérebro dos seus leitores. Este será muito mais do que meio caminho andado para você conquistar leitores apaixonados por suas narrativas.


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6 Comments

  1. Muito interessante a postagem. Segui o link através do LinkedIn.
    Estou começando a escrever um livro infantil e seu blog já está sendo de muita ajuda.
    Continue firme!

    Abraços!

    • Juliano Martinz

      15 novembro, 2012 at 00:13

      Obrigado pela visita, Andre. Postarei mais dicas sobre a arte de escrever um livro. Continue visitando o blog.

      Abraços!

  2. Achei os conselhos muito úteis! Obrigado.

  3. Juliano, é a segunda vez que visito seu blog. Adoro ele. Você conquistou uma leitora apaixonada rs.

  4. Olá Juliano!
    Acompanho seu site a um bom tempo, aprendi muito com suas postagens.
    Parabéns!

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