
Início dos anos 90.
Andreas é um rapaz estranho e tímido, o mais novo aluno do colégio Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Maringá. Lidando com o desconforto com o próprio corpo, a timidez e a sensação de não pertencimento, Andreas usa a música para tentar encontrar seu lugar no mundo.
Quando conhece Paulo Moretti, um jovem com talento para escrever letras, os dois decidem se unir para transformar seus traumas e medos em pura poesia.
O romance “A Lenda de King Jeremy” acompanha a história de adolescentes estranhos que parecem não ter nada a oferecer ao mundo.
Aliado ao desejo de revolucionar a música, eles enfrentam suas diferenças para transmitir suas angústias para jovens desolados e carentes mundo afora.
O romance dialoga com questões universais: o medo de não ser ninguém, a busca por propósito, a arte como salvação, o peso das expectativas e o desejo de ser visto.
O rock é um elemento estruturante da narrativa. As citações musicais e as influências culturais funcionam como metáfora de identidade e sobrevivência emocional.
Esta é uma história sobre o rock dos anos 80 e 90, e sobre pessoas que fazem música enquanto tentam não se destruir.
De alguma forma, ela poderia salvá-lo do caos, do calvário. Por isso, ele ficou tentando encontrar uma frase que mantivesse o diálogo vivo e crescente. No entanto, como era um verdadeiro fracasso na arte da comunicação, tudo o que conseguia fazer era ficar chupando ruidosamente aquele maldito canudinho.

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