Corrosiva

Crônicas corrosivas e gestos de amor

Como o Medo Pode Ajudá-lo a Escrever Melhor

Jovens e experientes escritores podem ser atormentados por medos e dúvidas. Como estes sentimentos podem ser transformados em aliados para escrever melhor?

Medo de escrever

Ser um escritor significa viver com medo. Será esta frase o resultado da covardia me esbofeteando? Na verdade, não! Jovens escritores, autores experientes, blogueiros, enfim… Todos vivemos com medo de escrever. A dúvida irritante que serpenteia nossas mentes, fazendo-nos criar um turbilhão de pensamentos como: sobre o que vou escrever? E se rejeitarem meus originais? E se rirem do meu “talento”? E se, na verdade, eu sou uma porcaria de escritor? Uma fraude risível? O que estou procurando ao escrever este post, afinal?

Por Que Temos Medo de Escrever

Ah, essas dúvidas podem te enlouquecer. Mas acredite no que vou lhe dizer: se vivemos com medo de escrever é exatamente porque precisamos escrever. Se aprender a dominá-lo, seu medo poderá se tornar uma poderosa ferramenta que irá ajudá-lo a expor seus pensamentos e desejos mais profundos. Você só precisa entender como o seu medo atua – após isto, ele poderá ajudá-lo a revelar e expor suas ideias.

A vida toda lhe ensinaram que o medo precisa ser evitado. Mas nem sempre é assim. O medo é um grande aliado que pode nos manter longe de muitos problemas. Para muitos escritores, medo e dúvida são sinônimos.

Mas, agora, o “momento sinceridade”: quando se senta na frente do computador para escrever um romance, você é invadido por dúvidas tais quais as citadas no primeiro parágrafo? Ou quem sabe algo como:

  • E se eu não conseguir encontrar tempo para terminar este livro? Estou cansado de começar livros que nunca vou terminar…;

  • E se eu criar um enigma e não conseguir encontrar uma saída inteligente e plausível para ele?

  • E se eu descobrir que não sou tão talentoso quanto imaginava?

Eu acredito que você já viveu sob esta tensão. Uma tensão que te arrasta em direção ao ato de escrever um livro, como um desejo incontrolável; porém, ao mesmo tempo, esta força parece te repelir. Isto se dá porque nós temos medo do que queremos. Como assim?

Se você me perguntar se tenho medo de pilotar um avião, eu direi que não. Na verdade, eu não tenho vontade (e muito menos planos) de um dia pilotar um avião. E exatamente por ser algo distante e irreal, pilotar um avião não se torna um medo para mim. Mas escrever é diferente. Eu quero escrever. Estou fazendo isso agora. E lá vem os pensamentos inquietantes: Será que vou conseguir terminar? Será que este post soará patético? Será…?

Como Lidar Com as Dúvidas e o Medo de Escrever

Dúvidas e medo de escreverAgora, é tudo uma questão de escolha. Eu posso aceitar esses medos como desafios que precisam ser superados para se alcançar um objetivo. Ou então, posso deixá-los tornarem-se desculpas para adiar o trabalho que poderia me levar à realização dos meus desejos. Se fico com a primeira opção, então permitirei que meus medos me preparem para os desafios que o mundo real atirará em mim. Se fico com a segunda, bem, neste caso o medo também teve sua utilidade: testou minha determinação e me impediu de mergulhar em algo com o qual eu não estava suficientemente comprometido.

Desta forma, o medo ajuda a enxergar o que você realmente quer, ajuda a prepará-lo para os desafios que irá enfrentar, ao invés de simples e cegamente seguir os impulsos de um desejo mal orientado.

Não acho que o medo seja um problema. Mas acredito que o medo excessivo seja. Este sim pode lançar uma penumbra sobre o horizonte, ao invés de clarear as coisas. É importante que o medo seja seu aliado, e não o seu senhor. Coragem não significa não ter medo. Coragem é a decisão de prosseguir assim mesmo.

Mas como fazer isso? Como fazer do medo, seu aliado? Como fazer com que seu medo o ajude a escrever melhor?

Conheça Seus Medos

Você precisará colocar no papel quais são os seus grandes medos e, se possível, tentar subdividi-los em medos menores. Você não poderá fazer do medo seu aliado se não conhecê-lo. Então, pegue caneta e papel e escreva o mais detalhadamente possível quais são as dúvidas que pairam sobre sua cabeça na hora de começar a escrever um livro. Se preferir, pode usar o campo dos comentários abaixo para isso.

Pense na Recompensa

Pense na recompensa que você quer alcançar quando superar seus medos. Anote em detalhes o que irá alcançar e qual será sua sensação. Explore os detalhes. Seria algo como escrever dedicatórias nos livros de seus leitores? Contemplar milhares de visitas únicas em seu blog diariamente? Receber um encantador cheque com quatro ou cinco dígitos? Vá fundo nos seus desejos e coloque no papel o que você realmente deseja. Divirta-se com este passo!

Estabeleça um Roteiro Para Sua Meta

Releia o que escreveu no primeiro passo e defina quais são as medidas que você precisa tomar para alcançar seus objetivos. Esta é a forma como o medo e a insegurança podem, literalmente, fornecer-lhe um roteiro para sua meta. Se meu medo é receber críticas, eu posso começar um blog com um pseudônimo e ver qual será a reação dos leitores. Assim, posso desenvolver e praticar a arte de aceitar a crítica e crescer com isso.

Este é um processo interessante para deixarmos de pensar: “Eu não vou conseguir terminar este livro” e substituir por algo como: “Se eu seguir este roteiro, eu vou conseguir terminar meu livro”.

Escreva

Após isso, comece a escrever. A medida que enfrentamos os medos e as dúvidas, e deixamos os obstáculos sob nossos chinelos, nossa coragem começa a ganhar força e passamos a estar melhores preparados para enfrentar desafios maiores.

E a melhor notícia é que, mesmo se você tentar e falhar, ainda assim, você teve uma conquista significativa. Você enfrentou seus medos, você deu o melhor de si. E, talvez, na próxima vez, você se sinta mais confiante e preparado.

Agora é a sua vez. Quais são os medos que lhe assombram quando você se senta na frente no computador? Como conseguiu superar suas dúvidas e inseguranças? Compartilhe sua resposta nos comentários abaixo para ajudar novos autores (e até os experientes) a aproveitar ao máximo o bom aliado que o medo pode ser.

 

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58 Comments

  1. Eduardo Martins

    2 junho, 2013 at 20:33

    Meu medo é não ser coerente, na visão do leitor. O medo sempre vem e é dele que fazemos coisas extraordinárias. O escritor esta sempre inseguro por mais gênio que seja por que é da sua insegurança que ele vai poder dar o melhor.

  2. Daniella Caruso Gandra

    3 junho, 2013 at 17:07

    Olá, Juliano! Tuitei seu artigo, muito bom, estou lhe acompanhando, acho ótima a ideia de facilitar a vida alheia, quebrando paradigmas e preconceitos, parabéns, seu blog é bem bacana. Abraços.

    Daniella.

    • Juliano Martinz

      18 junho, 2013 at 17:55

      Obrigado Daniella pela visita e compartilhamento. Palavras como as suas servem de incentivo para continuar escrevendo, afinal, não há maior prazer do que poder ajudar outros, de alguma forma, a vencer seus próprios fantasmas.

      Forte abraço!

  3. Muito bom esse artigo!
    Realmente, o medo faz parte na vida de quem escreve. Eu mesma já enfrentei vários enquanto escrevia: medo de não conseguir escrever até o final; medo de que as dores que sentia nas minhas mãos atrapalhassem minha escrita; medo de escrever cenas que me fizessem ficar com vergonha quando familiares e conhecidos lessem; medo de que o final do meu livro não fosse surpreendente,
    Confesso que até já seguia alguns desses passo-a-passos que vc ensinou mentalmente, e com a ajuda das minhas leitoras betas, estou superando vários! (E graças a Deus, a dor em minha mão passou :3) Agora o único medo que sinto é que meu livro fique tão grande que nenhuma editora queira publicar HAUAHUAHUAH Mas sei que os leitores me perdoarão pelo tamanho, porque agora a história está infinitamente melhor!

  4. Caro Juliano Martinz,
    Como sempre brilhante!
    Sempre cito, “O Filho DO HIPNOTIZADOR e outras histórias de estranhas pessoas” de Dennis D:
    “Escrever é revelar-se”. “Por isso, talvez, já disseram que toda escritura – como ofício ou como arte – é apenas uma das muitas faces do exibicionismo humano.”
    “Acreditem, mostrar a bunda na janela pode ser menos constrangedor do que expor, em letras, as entranhas da própria sensibilidade”.
    Citei você em: http://www.blogizazilli.com/maquina
    “Quando falamos sobre algo que pulsa nosso coração, que salta pelos poros de nossa pele, o Estilo Literário mostra suas caras e bocas. Este será o elemento mais sedutor de suas narrativas”.
    Parabéns! Obrigado por ser uma excelente fonte de informação e despertar nossa criatividade.
    Abraço.
    Marco Alzamora

    • Juliano Martinz

      5 junho, 2013 at 22:20

      Olá Marco

      Visitei o blog que mencionou e sinto-me honrado com a citação. Muito obrigado pelas palavras de incentivo, que também servem para me estimular o desejo e o prazer de escrever estas dicas sobre nosso ofício.

      Forte abraço

  5. nayra wladimila

    7 junho, 2013 at 19:05

    Juliano, ainda estou nos primeiros esboços do meu livro que talvez nunca seja lançado rs, mas quero compartilhar uma pequena história que vivi esta semana.
    Estou fazendo curso de teatro e todos tínhamos que apresentar um monólogo de cinco minutos (teoricamente, porque quase todo mundo ultrapassou esse tempo). Sou muito tímida, por isso entrei neste curso, e deixei o monólogo de lado porque o professor frisou que era só um exercício. Eu só tinha uma vontade: aproveitar a oportunidade para apresentar alguma criação minha. Na semana anterior ao monólogo, eu finalmente me decidi por uma pequena história que criei há muito tempo. Adaptei ela para o teatro, ensaiei e não recebi nenhum feedback sobre o texto, porque os atores de lá devem ser treinados pra não julgar a nossa criação, eu acho.
    No dia da apresentação, eu senti muitas dores na barriga, gripei e pensei em usar isso como desculpa pra simplesmente FALTAR, mas aí pensei no quanto eu me arrependeria se não fizesse isso. Peguei o ônibus pro teatro, com uma ideia parecida com a que você escreveu sobre o medo. Minha interpretação não é muito boa, sou melhor no roteiro mesmo rs, mas na hora eu apresentei tranquilamente e fui aplaudida. E o melhor: uma colega gostou muito do meu texto e me perguntou se era meu.
    O tema do meu monólogo também tem a ver com meu projeto de livro, então ter optado por algo meu e ter tido coragem de mostrá-lo e de interpreta-lo diante da plateia, apesar de assustador inicialmente, foi uma experiência muito boa.

  6. Karoline Ribas

    16 junho, 2013 at 15:31

    Pois é… Eu me sinto apavorada como a Lili disse de que algum familiar ou amigo fosse cair na gargalhada achando o meu livro uma verdadeira viagem!!! Adoro fantasia e sempre fui muito introvertida, desenhava mangá durante as aulas e só pensava numa forma de escrever mais. Só que até o meu blog abandonei, faz muito tempo que não desenho e reescrevi diversas vezes o mesmo roteiro, parece que nunca está bom o bastante.
    Agora que li essas dicas e vi pelos comentários do pessoal que ter medo é normal me sinto mais corajosa rsrsr
    Valeu pelas dicas!

    • Juliano Martinz

      18 junho, 2013 at 17:47

      Olá Karoline

      Chega uma hora em que precisamos colocar um freio nesta nossa “disposição” de revisar eternamente o que escrevemos. Acredito que você deve parar de revisar o livro, não somente após estar satisfeita com ele, porque acho que esse dia nunca chegará. O melhor é estabelecer um prazo ou um número máximo de revisões. E depois ser disciplinado o suficiente para aplicar estas regras.

      Obrigado pela visita.

      Abraços

  7. O texto é muito bom e será ainda mais aplaudido não só de minha parte. Bom pelo o que eu tenho lido, eu vejo que vc tem talento para auto-ajuda! Louise Hay vendeu milhões assim. hahahaha. Melhor ainda é saber que sem que nunca houvesse algum trambique de telepatia e similares existem pessoas que mesmo sem se conhecer pessoalmente podem te dar conselhos valiosos.Um abraço.

  8. Antonia Acassio

    19 junho, 2013 at 17:12

    seu artigo foi de grande ajuda para mim. obrigada por compartilhar sua experiência.
    Meu medo é de não saber trabalhar bem os personagens, por ser o primeiro livro que escrevo, fico pensando : será que as pessoas vão achar a personagens interessantes? tb me bate medo das criticas . será que realmente tenho algo para dizer ao mundo.

  9. Boa noite Juliano!
    Que bom que encontrei seu blog! Já acreditava ser uma covarde por ter receio de começar a escrever meu livro. Obrigado pelas dicas, estão sendo de grande valia para mim.
    Ao conseguir concluir meu livro, saiba que você terá uma participação muito especial. Mais uma vez,obrigado!

  10. Estou adorando suas dicas sobre escrita, já que faz pouco tempo que me interessei em escrever uma ficção. O meu maior problema é em como começar meu livro e na criação dos personagens. Estou pesquisando bastante sobre o tema que quero abordar, e até procuro em outros livros para ver como o autor começa sua narrativa. Gostaria que, se possível, me desse umas dicas de qual a melhor maneira de começar o livro, e, se antes, é necessário criar os personagens e suas características, ou, se ao longo do livro, devo criar meus personagens quando eles aparecerem na estória.
    Obrigada desde já!
    Abraços!

  11. Eu tenho medo de ñ ser reconhecido como escritor, Tenho medo de que lerem e derem risadas ou ñ gostarem do q eu escrevi, tenho medo de criticas de quem sabe menos do que mim ( criticas de tolos tambem machucam), e tenho medo q meu personagem ñ seja marcante.

  12. Olá. Tenho 14 anos e gosto de escrever. Já escrevi alguns poemas e tals, o meu sonho é escrever um romance. Mas tenho medo , porque eu acho que não tenho uma linguagem adequada sabe? Já li alguns livros mas meu vocabulário não está bom o suficiente. Tenho medo se oque eu escrever vai ter coerência ou não. Medo de faltar detalhes.. bom , mas acredito que consigo =) seria muito bom ver a dedicátoria que eu acho que é a ultima coisa que vou criar.. Para agradecer quem me ajudou. Seria muito bom ver a minha foto no final de um livro. Eu estou adorando as dicas que o site dá para a gente estão me incentivando muito.. Agradeço desde já.. =)

    • Juliano Martinz

      22 julho, 2013 at 21:43

      Escrever é um exercício, Monica. Você está sempre aprimorando. Esqueça a perfeição. Ela não existe. Apenas escreva e escreva. Com o tempo, perceberá a melhora.

      Abraços e obrigado pela visita.

      P.S: Ah, e se sobrar espaço na dedicatória do seu livro, vê se lembra de mim! :)

  13. Tenho medo que meus livros nunca sejam reconhecidos de verdade, tenho medo de nunca conseguir escrever o bastante e meus livros fiquem pequenos, de escrever coisas embaraçosas e meus conhecidos e familiares riam de mim, de que meus livros sejam somente outros entre tantos livros amadores e parecerem desta forma, que minhas cenas ou personagens não tragam emoções!
    De que meus livros sejam somente outro clichê, sem nada inovador e extremamente amador

  14. meu maior medo é criar uma historia perfeita e nao saber usar as palavras certas para explicar o que vem na minha mente,que para mim esta historia pode ser boa mas para outros não.como faço para vencer essas barreiras que me pertuba tanto?…

    • Juliano Martinz

      22 julho, 2013 at 21:35

      Edson,

      Não existem histórias perfeitas. O que torna um texto perfeito é a maneira como você o descreve. Você pode contar a história de um homem que estava procurando a ração para dar para seu cachorro, e escrever uma obra-prima. A ideia que você tem em mente não tem qualquer valor. Elas não representam coisa alguma. A partir do momento que você coloca essas ideias no papel, aí sim parceiro, o cenário começa a adquirir cor e cheiro. Portanto, arregace as mangas e ao trabalho! Sucesso!

  15. Tenho medo, medo do tema escolhido não ser tão intrigante quanto eu acho que é; medo de receber a indiferença como resposta de um futuro leitor; medo de ter uma idéia fantástica, mas não aproveitá-la ao máximo. Para mim – e certamente para muitos outros -, esses medos formam o derradeiro limitador de meu processo criativo. Não somente esses; tenho mais medos, mas os citados consistem nos que mais me afligem e estrangulam minha capacidade criativa. Fazem da escrita um monstro.

  16. Tenho medo de já estar velha para começar a escrever. Já passei dos 30 e tenho uma outra profissão. Sou uma leitora ávida e sinto que tenho um universo dentro de mim esperando para ser apresentado ao mundo. Há uns 2 meses finalmente tomei coragem e resolvi começar a escrever. Adoro fantasia, então escolhi este tema.

    Juliano, você já sentiu vergonha de algo que escreveu? Receoso de que algum familiar se sentisse envergonhado, constrangido por você estar escrevendo sobre determinado tema?

    Deixo um grande abraço e meu muito obrigada pelos seus artigos, realmente me ajudaram muito!

    • Juliano Martinz

      28 julho, 2013 at 12:17

      Olá Ivana,

      Existem diversos tipos de medo que fazem parte da vida do escritor, especialmente por esta “profissão” não ser tão usual. Preconceitos e medos integram o dia a dia da maioria dos jovens escritores. O que você precisa fazer é desenvolver a habilidade de dizer para si mesma que está errada, que conceitos que você possui agora estão totalmente fora do eixo. Nunca assuma que um pensamento que você tem agora, seja a verdade absoluta. Por exemplo, você pode se achar velha demais para começar a escrever. Quando tiver este pensamento, questione-se. Desafie-se: “vou provar que estou errada”. Charles Bukowski só foi ocupar as prateleiras aos 49 anos de idade. E quantos outros exemplos tempos de escritores que só foram efetivamente provados “grandes escritores” depois dos 40.
      Você ainda tem décadas a frente, uma oportunidade ímpar de presentear os leitores com seus textos. Não prive seus leitores do privilégio de ler o que você tem a dizer.

      Um forte abraço!

      • Ivana,
        Não sinta medo de escrever, de publicar, de vender, de nada!
        Tenho 70 anos e já estou no décimo livro (entre e-books).
        Só tome cuidado, existem muitas Editoras picaretas por aí.

        Abraços
        Manoel Amaral

  17. Agradeço muito por ter exposto seu pensamento sobre possíveis dicas, abracei muito a maioria delas, principalmente sobre o medo.
    Vou confessar meu medo. Eu nasci pra escrever, comecei com 12 anos, fiz minha primeira história completa…depois alguns pequenos contos e poemas… Depois, mais velha, uma penca de cobranças e porradas das pessoas e da vida, que por fraqueza deixei-me afetar, acabaram por causar um enorme bloqueio. Eu nunca mais terminei nada, fiquei anos começando e não terminando nada. Me passava um sentimento de “Nossa, não vai ficar legal, não é original, é monótono..etc etc.” Coisas que já ouvi aqui e alí. Um amigo disse para eu tentar voltar a escrever pequenos contos, entao agora, depois de mil anos e já velha, consegui escrever contos…Mas ainda tenho muitos medos:
    * Vou conseguir terminar?
    * Será original?
    * A trama será interessante?
    * Personagens manterão suas personalidades até o final?
    * Devo continuar tentando ?
    Eu estou ainda tentando. Sinceramente é extremamente difícil quando o único apoio que você tem é o seu. Mas a escrita é um ato individual, apesar de ter um público já pré-determinado, depende muito da força de vontade…Sinceramente é muito complicado, mas vou tentar até o fim…espero mesmo conseguir. Vou seguir as dicas e seguir adiante…

    • Dani,
      Sabe, eu também sinto isso… Eu começo a escrever uma história, mas não penso e começo a escrever a outra, perdendo por completo o foco na primeira. E assim segue-se o ciclo… :(
      Bom, mas eu também tenho problemas. Minha dica (a que eu não consegui seguir): no pain, no gain (sem dor, sem resultado); Você tem que focar numa ideia e pronto. Não pense em mais nada até completá-la.
      Boa sorte!!!!!!!!!!
      Bia

  18. Meu primeiro romance (ainda em elaboração) fala sobre um soldado que lutou pelo Eixo na Segunda Grande Guerra, mesmo sem concordar com o nazismo. O assunto, na minha visão, é extremamente difícil; tenho o medo de ser rechaçado por escrever uma história insossa. Isso acontece com todo mundo: na realidade, o grande problema está dentro de nossa cabeça. Não posso ser ingênuo, pois devo fazer MUITA pesquisa. Eu inclusive visitei um museu de guerra e conversei com pessoas que passaram pela guerra (com seus oitenta ou noventa anos). No entanto, eu não posso ser medroso e até mesmo covarde: sei que o assunto é relevante. Por isso, disse a mim mesmo: este livro me dará a oportunidade de falar por quem não conseguiu falar. O “leitmotiv” do livro é fundamental – se o escritor tem uma meta, um objetivo pelo qual lutar, o livro fica muito mais interessante.

    Ah, e as postagens são muito viciantes! Gostei demais!

  19. Bem, eu não tenho medo dessas coisas, tipo “e se o meu texto soar patético…”, mas sim “e se eu não for tão capaz de escrever, tão boa com o papel e caneta, como eu esperava…”. Tenho muito medo de não conseguir, e me identifico: eu simplesmente tenho uma ideia após a outra, e preciso escrevê-la. Nunca consigo terminar, realmente, sequer uma história… :(
    Tenho medo. Alguma dica? Eu me considero boa para escrever, mas e… Se eu não for tão boa assim?
    Obrigada.
    Bia

    • Juliano Martinz

      3 outubro, 2013 at 16:58

      Olá Bia

      Você pode ser a melhor escritora do mundo, e ainda assim haverá uma multidão lhe apontando o dedo e dizendo que seus textos são péssimos. Quando você pergunta “e se eu não for tão boa assim?”, eu lhe pergunto: Boa aos olhos de quem??? Sinceramente, acho que deveria parar de se preocupar, em um primeiro momento, com a qualidade dos seus textos. Preocupe-se com a sinceridade deles, em quão bem eles refletem seus pensamentos, sentimentos e ideias. Por melhor que eles sejam, haverá muitas pessoas para criticá-la. Derrame seus sentimentos no papel. Quando este processo se tornar natural e automático para você, então, comece a pensar em como poderá melhorar a qualidade dos seus textos.

      Obrigado pela visita!

      • Bia (de novo! hehe)

        3 outubro, 2013 at 21:55

        Eu que agradeço!! Obrigadíssima pela ideia. Eu escrevo mais histórias de ficção, mas, mesmo assim, a capacidade de escrever sobre o que eu sinto no papel é até melhor para mim que conversar sobre isso. Então é automático e eu já posso fazer isso com meus textos.
        Obrigada!!
        Bia

  20. Thiago Oliveira

    10 janeiro, 2014 at 10:17

    Seu blog é simplesmente incrível, suas dicas, incomparáveis. Tenho certeza que você ajuda muito mais pessoas do que apenas aquelas que comentam. Muito mais.

    Eu tenho medo de iniciar uma série muito extensa, com muitos livros e muitos capítulos, e ainda, com uma história complexa. Suas sugestões ajudam muito. Você recomenda não produzir um trabalho extenso assim? Ou não há limite de quantidade para um trabalho bem feito?
    Minha história já foi muito elogiada por quem leu a sinopse e o primeiro capítulo, mas o medo da extensão me assombra do mesmo jeito.

    Digo novamente: seu blog é incrível. Parabéns!

    • Juliano Martinz

      10 janeiro, 2014 at 18:07

      Olá Thiago,

      Tradicionalmente, os brasileiros leem pouco. Mas esta realidade, felizmente, tem mudado – embora a passos lentos. De tempos em tempos, surge uma saga capaz de nos provar que a leitura é um hábito adormecido na população, precisando apenas do sinal de alerta para despertar.

      Olhando para estes dois extremos, ainda acho prudente começar com algo menor. Livro pequeno, capítulos curtos. Se o primeiro tiver a receptividade esperada (ou ir além), isto significa que você conseguiu despertar o hábito adormecido do seu público. Consequentemente, poderá ousar mais nos próximos lançamentos, editando livros mais longos.

      Desejo-lhe perseverança e subsequente sucesso!

      Forte abraço!

  21. Olá Juliano!
    Gostei muito das coisas que disse nessa matéria, justamente estava comentando sobre isso hoje mesmo e resolvi pesquisar o assunto. É tranquilizador saber que não sou a única que sonha em ser escritora e convive com esses medos.
    Eu particularmente desejo muito ser escritora, sonho em lançar livros, sonho em expor minhas ideias em um papel e dar vidas a personagens, dar vida ao que escrevo, porém nunca tive coragem de realmente escrever algo com a intenção de ser um livro, o motivo? meus medos.
    O medo que mais me atormenta é ” e se eu fracassar?” ” e se eu não for tão boa com a escrita (sempre escrevi ótimas redações, sempre me sai bem no quesito escrever) como imaginava?” , e se? e se? e se? Esse “e se?” me atormenta de verdade, porém com essa matéria – que tive a sorte de achar – algo dentro de mim surgiu, a vontade de me aliar aos meus medos, e assim alcançar meus sonhos.
    Continuo com medo, não nego, porém agora estou me sentindo “corajosa” como você bem citou.
    Muito obrigada, e lerei seus outros artigos!

    • Juliano Martinz

      3 fevereiro, 2014 at 18:30

      Karol,

      A melhor forma de vencer o medo é enfrentá-lo. No final das contas, esses leões ameaçadores que são nossos medos não passam de gatinhos felpudos e inofensivos. Mas só descobrimos isso depois de darmos um gancho de direita em nossos medos. Não busque a perfeição. Permita-se errar. Ria de si mesma. Acredite: a cada novo erro publicado, você dará um passo em direção ao sublime.

      Abraços

  22. Indianara Bozetti

    4 fevereiro, 2014 at 11:13

    Olá Juliano!
    Eu superei essa situação acreditando em mim e no que eu queria falar, originalidade parece tudo, mas muita coisa se repete em tantas histórias por que não na minha? Parei de me preocupar tanto com isso, e fui pesquisar sobre o que eu queria falar. dai por diante as coisas melhoraram, vou explicar o porque.
    Minha história, é bem comum, tem por gênero fantasia, e tudo o que vem junto. Postei meu primeiro rascunho, e em seguida tive uma ideia diferente para escreve-la, e depois outra. Houveram comentários que me deixaram empolgada. Agora sigo com esta terceira.
    Me orgulho de minha originalidade, minha história trata de coisas tanto reais quanto lúdicas. Mas isso ocorre hoje, tive muito apoio de colegas e amigos, e claro a família. Não escrevo sozinha, sempre leio ou envio para alguém pedindo que comentem. Ouvi de uma pessoa pessoa uma pergunta simples, mas que me fez refletir no ponto certo, na medida, e me fez olhar para o que eu tinha e o que eu faço, toda a criança e principalmente adolescente faz, o que você quer? Ou pra onde quer levar isso tudo? Pois é um mundo, o seu mundo e ele precisa ser explorado, não só por um, mas vários, por que não milhões?
    Creio que mostrar a alguém é a chave para mandar o medo pra bem longe, ouvir as criticas também, pois são elas que vão fazer você evoluir.
    Obrigada, até mais!

  23. Adriano Soares de Carvalho

    18 fevereiro, 2014 at 21:21

    Olá Juliano, tenho onze anos e meu maior sonho é escrever um livro. Sempre li muito, o primeiro livro que li foi Harry Potter e começei a me interessar. Eu estava escrevendo um livro e derrrepente percebi que ele era besta e o personagem principal não tinha práticamente nenhum defeito, sempre fazia tudo certo, não errava. Meu pai disse que não tinha futuro aí quase desisti, eu disse quase. mas então percebi que precisava recomeçar, sempre gostei de fantasias. Você poderia me ajudar?

    Adriano.

    • Juliano Martinz

      20 fevereiro, 2014 at 21:17

      Olá Adriano… O fato de perceber que sua personagem principal deixou a desejar, já revela um progresso em sua visão crítica. Neste momento de sua vida, apenas 11 anos, o que você precisa fazer é ler muito e escrever com uma frequência ainda maior. Com o tempo, vai perceber que como um músculo, sua habilidade de escrever irá “ganhar massa”. Procure acompanhar as dicas que deixo por aqui, tente não ser muito exigente consigo mesmo, e dê tempo ao tempo. O desenvolvimento virá.

      Abraços

  24. Paola Fratus Batemarco

    20 fevereiro, 2014 at 20:31

    Boa noite,

    Quero agradecer por ter feito esse post! Já se passou um tempo desde que o fez, mas ele vem sendo fundamental para muitos, acredito eu, pois o fez para mim. Não retratou apenas os medos de escrever, mas para qualquer área que enfrentamos em nossas vidas.

    Mais uma vez obrigada por compartilhar seu conhecimento.

    • Juliano Martinz

      20 fevereiro, 2014 at 21:10

      Obrigado pela interação e pelas palavras que saltam como incentivo aos meus olhos.

      Forte abraço!

  25. Primeiramente, que blog bom de se ler, passei a tarde mergulhando nos textos e não percebi que a hora passou tão rápido… Enfim, sou músico, faço tanto melodias e harmonias quanto letras em geral, tenho tendencia a escrever rimando e gosto disso.
    Falando sobre o post, há uns meses eu tento escrever um romance, baseado na minha vida mesmo, mas mudando as partes que não gosto por outras alternativas, e a partir dai ser uma história totalmente diferente, ou seja, no livro vou fazer o que não tenho coragem de fazer pessoalmente, na realidade. Esse livro é dedicado a apenas uma pessoa, uma garota que estou apaixonado. Meus medos são esses, que ela não goste ou que seja muito intimo quem ler não gostar, ou algo assim, esse medo que me impede de escrever as vezes de madrugada. Seria mais ou menos isso :)

  26. Janaina Araujo

    5 março, 2014 at 14:46

    Ola Juliano.
    Finalmente me decidi. Sempre fui uma leitora voraz e amo escrever. Mas sempre achei uma ideia absurda, afinal escrever é para escritores. rsrsrs
    Bem; simplesmente a ideia não me deixa, é como se minha mente tivesse vida fora de mim mesma. Por mais que tente a ideia não abandona-me de todo.
    Mas tenho muitas duvidas e medos.
    Tenho tantas ideias que ainda nem me decidi sobro o que escrever. Ficção, romance????
    Podes ajudar-me ? Preciso de coragem e um pouco de clareza.
    Obrigada desde já. podes dar uma luz a essa pobre sonhadora que nem sequer sabe sobre o que realmente escrever, ja que minha mente vaga de um lado a outro o tempo todo.

  27. Meu medo é que, quando eu lançar o livro e alguém leia, ache a história ridícula, sem sentido, chata e comum. Mas, olhando pelo lado da recompensa, eu enfim teria conseguido terminar algo grande, que poucos conseguem fazer e eu poderia sentir em minhas próprias mãos o sucesso, que eu consegui!

  28. eu tenho medo de lançar o meu livro e ter muitas letras reradas eu tento escrever
    mais ai eu tenho muita vergonha da pessoas ler o livro e não gostar
    e ficar falando mal do meu livro eu tenho 19 anos

  29. Meus Queridos,

    Sou uma criança de 11 anos.
    Acabo de escrever meu primeiro livro.
    Preciso de uma Editora, que imprima bem baratinho.
    Cinquenta exemplares já dá para fazer um lançamento na escola.
    Fico grata se alguém puder ajudar indicando uma boa editora.

    Abraços
    Maria Luiza

  30. meu medo é que meu livro fique clichê,que eu tenha um bom enredo mas não o soube descrever a ideia,meu medo é que não gostem do meu tipo de escrita e deixe escapar muitos detalhes que podiam ser aproveitados.
    meu medo é que eu seja enfim uma péssima escritora e que eu não consiga conquistar meu sonho de me tornar uma escritora,meu medo é que eu só fique na expectativa mas o sonho não se torna na realidade.

    mas mesmo assim eu sonho com meu livro sendo publicado e as pessoas o lendo,imagino ele se tornando um best-seller e que talvez vire até um filme.
    as pessoas dizem que eu vivo no mundo da lua,ou seja,que eu penso demais,escrevo demais e não vejo a realidade ou aproveito minha juventude o quanto posso e que eu terei muito tempo para escrever quando eu estiver mais velha.
    é lógico que eu fico chateada mas tento não ligar pois esse é o meu sonho e quando se realizar poderei mostrar para aquela pessoa que me desanimou que estava errada.
    suas dicas são muito boas.
    obrigada. :)

  31. Juliano, amei esse site, já estou me sentindo mais encorajada, agora acredito que meu livro vai sair, o meu medo é não saber organizar as idéias, acredito que tenho talento, pois quando escrevo, eu mesmo me admiro, nem acredito que são minhas idéias, mas um livro acho muita coisa, já escrevi um conto na faculdade, todos amaram, eu também , já até pensei em escrever um livro de contos, mas quero primeiro escrever minha autobiografia. Valeu a dica. vou continuar te acompanhando, abraço

    • Crizólia,

      Minha querida, a sugestão é que continue escrevendo contos.
      Quanto a autobiografia deixe para mais tarde, quando
      estiver fazendo sucesso com seus livros.

  32. Clerio Junior

    29 julho, 2014 at 23:04

    Amei o site,e tem me ajudado bastante.Meus medos são o fato de minha gramática ser defeituosa,eu está começando a levar os textos a sério tarde(poois tenho 17 anos e nunca terminei um livro).Acho que esses são os mais perigosos.

  33. Bem, meus maiores medos são os de perder o fio da meada, o ritmo e a métrica dos meus textos, quando escrevo não me cobro tanto, apenas vou anotando o que vem até mim, cenas, fases, sensações me invadem e aí preciso parar o que estava fazendo pra escrever, é tipo uma fagulha, que só cabe a mim ignorar ou não, e quando me arrisco no terreno desconhecido do que escrevo uma sensação de medo predomina, alguns medos são menores, e outros parecem monstros, tenho medos comuns, de onde quero chegar com isso? qual caminho devo seguir pra não criar um labirinto e me perder? quando escrevo preciso me avaliar o mais profundamente possível, e é neste momento de se avaliar mais profundamente em que o medo emerge, é aquele medo do desconhecido, de colocar a prova a sua capacidade, tenho medos como não encaixar os fios que estão soltos, do texto não possuir uma coerência, medo de olhar o texto pronto e aquilo não me passar nada, de não me reconhecer ali, acho que sou meu maior crítico, quero que tudo fique perfeito, mas essa perfeição como foi dito aqui não existe. A grande recompensa de escrever não é monetária e sim a do seu poder de autoconhecimento, no que você escreve está intrínseca a sua percepção de mundo, o medo me dá impulso pra me arriscar e me descobrir, não espero obter reconhecimento imediato, acho que o maior presente de se escrever é o seu próprio autoconhecimento, saber ultrapassar seus próprios limites. Estou no meu segundo romance, mais atento a estas nuances, mais focado e procurando equilibrar inspiração e técnica, e sei que se eu conseguir me emocionar com o que escrevo , poderei passar isso adiante e é neste momento que todos os medos se tornam justificados.

  34. Ói Juliano Martinz

    Essas suas orientacões sao uma verdadeira injecõo de otimismo, principalmente, para quem deseja comecar à escrever algo.

    Adoro lê-las, pois inspirao-me, de tal forma, que nao tem como, eu nao continuar meu livro.
    Comecei à escrever o rascunho dia 4.9.14, com objetivo de terminá-lo final do mesmo mês. Penso que, já estou na reta final. Os próximos passos são: as correcões e depois as lapidacões. Acredito, que se continuar nesse rítmo, d`aqui há uns três à seis meses, já estará pronto para ser analizado por amigos e família. Fazer as poucas revisões indicadas pelos mesmos e, por último, a avaliacão de uma editora. Vou aguardando as surpresas, certamente, já estou preparada para qualquer que seja.
    Meus medos: dificudade gramatical; comecar à escrever, o quê; como organizar as idéias; com que outros tópicos continuar criando cada parágrafo, página ou capítulo e conseguir corrigir cada texto mantendo o sentido da estória. Aqui, todo cuidado é pouco, pois, um dos mais difíceis pensamentos, que ainda pode vir influênciar-me de forma desestimulante é: e se a preguica impderir-me de continuar minha obra entre outros eventuais impecílios da vida e do dia à dia, tais como – preocupacão com as filhas adolecentes, uma saindo e a outra entrando, a correria, o estresse, as interminaveis tarefas de casa etc. Mas de uma coisa estou certa, vou terminar minha escrita, custe o que custar, mesmo que venha servir só para mim, como forma de realizacão pessoal.
    Apesar que sou, um tanto, criativa para fantasiar e narrar estórias e histórias sérias e engracadas, em maiores e em mínimos detalhes, sinto dificuldade em pô-las no papél, inclusive, esta curta escrita aqui. Contudo, a perssistência, paciência e busca continua de perceber e corrigir meus erros, é o que prevalece em minha personalidade.

    Muitíssimo obrigado à você, Julianao Martinz e aos seus demais leitores com suas contribuicões extras para meu trabalho. Um forte abraco, Eliana

  35. Oi Juliano Martinz
    Essas suas orientações são uma verdadeira injeção de otimismo, principalmente, para quem deseja começar à escrever algo.
    Adoro lê-las, pois inspiram-me, de tal forma, que não tem como, eu não continuar escrevendo meu livro.
    Comecei à escrever o rascunho dia 4.9.14, com objetivo de terminá-lo final desse mesmo mês. Penso que, já estou na reta final. Os próximos passos são: as grandes e pequenas correções e depois as lapidações. Acredito, que se continuar nesse ritmo, d`aqui há uns três à seis meses, já estará pronto para ser analisado por amigos, família e, quem sabe, alguém experiente na área. Fazer as poucas revisões indicadas pelos mesmos e, por último, a avaliação de uma editora. Vou aguardando as surpresas, certamente, já estou preparada para qualquer que seja ela.
    Meus medos: dificuldade gramatical; começar à escrever, o quê; como organizar as ideias; com que outros tópicos continuar criando cada parágrafo, página ou capítulo e conseguir corrigir cada texto mantendo o sentido da história.
    Aqui, todo cuidado é pouco, pois, um dos mais difíceis pensamentos, que ainda pode vir influenciar-me de forma desestimulante é: e se a preguiça imprimir-me de continuar minha obra literária. Entre outros eventuais empecilhos da vida e do cotidiano, tais como – preocupação com as filhas adolescentes, uma à meio caminho andado e a outra iniciando essa fase temerosa. Continuando, a correria, o estresse, as intermináveis tarefas caseiras etc.
    Porém, de uma coisa estou certa, vou terminar minha escrita, custe o que custar, mesmo que venha servir só para mim, como forma de realização pessoal.
    Apesar que sou, um tanto, criativa para fantasiar e narrar estórias e histórias sérias e engraçadas, em maiores e em mínimos detalhes, sinto dificuldade em pô-las no papel, inclusive, esta curta escrita aqui. Contudo, a persistência, paciência e busca continua de perceber e corrigir meus erros, é um dos ingredientes que contribui para a lapidação de minha personalidade.
    Muitíssimo obrigado à você, Juliano Martinz e aos seus demais leitores com suas contribuições extras para meu trabalho e, seus comentários ao meu post. Um forte abraço, Eliana

  36. Eu tenho medo de o texto não estar bom o bastante… Mesmo eu achando que está “legalzinho” tenho medo de que os outros não pensem como eu… É disso que eu tenho medo, isso que me impede de escrever, e quando eu consigo escrever eu não deixo ninguém ler. Rs.

  37. O medo estará sempre presente em nossas vidas, e o medo de escrever não pode nos impedir de escrever.
    Para conseguir escrever sem este problema de ter medo, é escrever acreditando que você tem algo para dizer, você precisa acreditar que o que vai dizer é importante para as pessoas. Se você acha que não tem nada a dizer é melhor ficar quieto e não escrever nada. O medo nos ajuda a nos manter vivos. Mas não pode nos impedir de fazer o que queremos. Abraços

  38. Gostei muito do artigo.
    Eu tenho 13 anos, comecei a escrever meu primeiro livro, mas as vezes, quando sento-me na frente do computador tenho medo de escrever coisas sem sentido. Na grande maioria das vezes, fico na dúvida e acabo apagando palavras, frases e até parágrafos inteiros, então fico me me perguntando se realmente eu nasci pra ser escritora. quando peço a opinião de um amigo ele sempre diz que não sabe como definir minha história. Dessa forma eu fico ainda mais na dúvida. O que eu faço
    Beijos

  39. Amei a matéria
    Bem, tenho 13 anos e comecei a escrever meu primeiro livro, mas tenho muitas dúvidas e medos, por exemplo: e seu escrever algo que meus leitores não compreendam?
    e se as pessoas não gostarem? Oque eu faço? Como criar um personagem em que todas as caracteristicas tenham há ver com ele? E se eu criar problemas e depois não conseguir resolvê-los?
    Essas e outras questões me assobram enquanto escrevo, e gosataria muito de saber como posso usar tudo isso a meu favor. você pode me ajudar?
    um beijo e um obrigado antecipado.

  40. (dora) doralice segelke

    2 fevereiro, 2015 at 11:32

    Juliano Martins.
    Estou fascinada com as suas dicas. Eu sou uma vítima do medo de publicar.
    Sou professora já morei em vários países, e agora moro na Alemanha.
    Escrevo desde que aprendi a ler aos 6 anos. Comecei com as cartas para familiares e na sequencia vieram os diários e as poesias.
    Escrevo, escrevo, seleciono, e corrijo tanto o que escrevo que acaba perdendo a essência.
    Quando escrevo um texto ( que aprovo) só envio para pessoas que eu tenho certeza que gosta do meu estilo, gosta de ler o que escrevo.
    As únicas poesias que não corrigi antes que amigos as publicassem ganharam prêmios, mesmo assim continuo com medo. Me sinto culpada por ter de certa forma magoado aos paulista ao escrever “ Jé das Cabras” , um nordestino na rodoviária de S. Paulo.
    È sempre assim: Eu tenho culpas , medos e cuidados excessivos que me impedem de publicar.
    Mas, eu não gostaria de escrever “por cima”, coisas que sinto tão profundamente.
    Agora que me decidi a parar tudo e escrever minha biografia, sei que enquanto os amigos e alunos do mundo inteiro estão torcendo para que eu realmente escreva e dizem que vão querer ler, na família as pessoas estão apavoradas de medo que suas vidas sejam expostas.
    O que fazer?
    Como escrever a história de minha família pulando passagens super importantes?
    Sem a verdade, a minha própria história ficará sem sal, muitos fatos não se justificam.
    Como posso deixar de lado o sonho,( que já era de meu pai) de imortalizar a saga da nossa família que foi da Europa para o Brasil, e que mais tarde alguns acabaram voltando para a Europa novamente, por causa de malfeitos de alguns? Ninguém da família é mafioso ou criminoso para temer a verdade. É uma história muito bonita, cheia de sobe e desce, temos bons exemplos de vida para deixar. Acho importante relatar tudo, porém eles têm o direito também, de si preservarem.
    O que faco?

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