2000 – 2002

  • The Hives lança em 2000 o álbum Veni Vidi Vicious que muda para sempre a história da banda;
  • Em 2000, o Linkin Park apresenta “Hybrid Theory”, um álbum que mistura guitarras pesadas, hip hop e música eletrônica. O título é uma alusão ao passado, mas eles não imaginam o que lhes é reservado para o futuro;
  • Em Porto Alegre, Will Prestes, Grazi e Kiko montam o Wonkavision. Em uma memorável definição da banda, Will diz: “Se mesmo depois de ouvir o nosso som, você ainda ficar tristinho, lembre-se de que o genérico do Prozac é mais barato”;
  • Valendo-se de letras inteligentes e da estranheza de tocar com uma afinação alguns tons abaixo do convencional, os Deftones lançam White Pony que se torna o mais bem-sucedido trabalho da banda;
  • PJ Harvey lança em 2001 Stories From the City, Stories From the Sea. Embora seja conhecida como uma cantora de canções com climas atmosféricos que falam sobre sangramento e depressão, PJ aparece nesse álbum explorando sua veia mais sensual. As canções de amor destacam este trabalho como sendo um álbum pop e feliz;
  • Ludov, anteriormente chamado Maybees, consegue chamar a atenção da crítica e público pela qualidade de sua produção musical, e pela voz de Vanessa Krongold. Em 2002, a banda produz o EP Dois a Rodar, e se tornam a maior esperança da criatividade musical brasileira;
  • Fazendo uma inteligente mistura dum evoluído grunge, garage rock, psicodelia sessentista e pop setentista, os integrantes do The Vines são apresentados pela imprensa britânica como a segunda vinda do Nirvana. Porém, o álbum de estreia, Highly Evolved, de 2002, é muito mais eclético do que apenas angústia e rebeldia pessoal.

– Bom dia, Novo Horizonte. Aqui quem vos fala é o seu comunicador de todas as manhãs, Flávio Pontes. O Sol está para surgir no lindo horizonte, no novo horizonte, de nossa cidade, clareando cada metro quadrado deste espetáculo de campos e jardins. E você começa bem esse primeiro de Junho de 2000 ouvindo ao fundo o som do King Jeremy. Hoje é um dia muito especial. E há dois motivos para isso. O primeiro é o show de logo mais a noite no Teatro Municipal de Novo Horizonte: o King Jeremy Acústico, que está sendo anunciado como o show do ano. A razão da maior banda de rock da atualidade escolher nossa pequena cidade para o seu acústico, não foi anunciado. Mas o que realmente importa é que fomos homenageados com a presença desses garotos que conquistaram o mundo. E isto está diretamente relacionado ao segundo motivo de hoje ser um dia especial. O álbum Apology, do King Jeremy, entra hoje para o Guiness, o Livro dos Recordes, como o disco duplo mais vendido na história da música ao atingir a incrível cifra de… 15 milhões de cópias. Título merecido, diga-se de passagem. Daqui a pouco daremos mais notícias com relação ao show desta noite. Também, logo mais Roberto Penha nos dará a previsão do tempo. Agora você ouve a banda dos 4 reis com a excelente Some Story…

Antes de ouvir os primeiros acordes de uma de suas canções favoritas, Andreas desligou o rádio de seu carro. Fez isso no exato momento em que chegou ao aeroporto de Novo Horizonte. Estava hospedado em um hotel da cidade, e saíra para o aeroporto antes do amanhecer.

Estava especialmente nervoso neste dia. Logo mais a noite faria um show diferente, em um formato com o qual a banda não estava acostumada. Apesar do talento da banda, e dos inúmeros ensaios, ainda tinha medo de que a sonoridade do King Jeremy, fortemente caracterizada pelo eletrônico e guitarra, perdesse sua essência no formato acústico. Talvez por isso seu coração batia em um ritmo mais acelerado do que o costumeiro. Mas era bem provável que as pessoas que esperava chegar no voo daquela manhã contribuíssem, ao menos em uma fração, para seu nervosismo.

Hoje Andreas era quem sempre desejou ser. Todos os sonhos de Andreas Hugo haviam sido realizados. E o que ele sentia? Para seu desgosto, experimentava em toda alma o que Raul Seixas queria dizer quando cantava:

Eu devia estar contente

Por ter conseguido tudo o que eu quis

Mas confesso abestalhado

Que eu estou decepcionado

Porque foi tão fácil conseguir

E agora eu me pergunto: E daí?

A sensação hoje não era mais a mesma. Era verdade que ele não podia negar que ainda havia um certo encanto em ser um astro do rock. Principalmente quando se é reconhecido como o líder da banda que deu uma guinada no rock, assim como fizeram os Beatles nos anos 60 e o Nirvana nos anos 90. Andreas sabia qual era a sensação de pisar em um palco e ouvir um coro de 70 mil vozes gritando seu nome. Conhecia muito bem a forma como essas vozes entravam em seus ouvidos e serpenteavam sua alma até as partes mais recônditas do seu ser, deixando sua pele arrepiada. Nos primeiros shows, esta sensação era tão fantástica que ele tinha dificuldades em dormir após as apresentações. Era a novidade, como quando uma criança ganha um presente há tanto esperado. Mas, com o passar dos dias, a criança acaba enjoando do novo brinquedo, relegando-o à pilha de outros brinquedos esquecidos. Andreas achava que estava atravessando uma fase semelhante. Não que ele quisesse abandonar o barco. Muito pelo contrário. Queria envelhecer fazendo música. Queria ser o próximo Mick Jagger ou B.B.King. Queria ser um dia chamado de avô do rock, estando na ativa mesmo com seus 70 ou 80 anos. Mas a verdade era que ele não sentia o mesmo êxtase quando entrava num palco, como no princípio. As vozes ainda serpenteavam seu íntimo, mas a pele de Andreas não mais se arrepiava. E isto o preocupava. Esperou tanto por este momento, e agora parecia ser incapaz de desfrutá-lo, como se a música e o sucesso fossem ínfimos detalhes em um universo de possibilidades. E era exatamente por isso que a melancolia se mantinha como uma persistente companheira.

Ele desceu do carro e deixou que o ar fresco da pequena Novo Horizonte afagasse sua pele, buscando por alguma sensação de paz. Ele ainda tinha alguns minutos antes da chegada do esperado voo. Por isso, deixou-se ser atingido pela brisa durante aquele tempo. A cidade tinha pouco mais de 30 mil habitantes. Desses, apenas mil assistiriam ao acústico daquela noite. Como o acústico seria uma apresentação totalmente fora do convencional, a banda achou que a cidade deveria combinar com este espírito. Por isso, fugiram da ideia de se apresentarem em um grande centro, como uma capital, e reduziram o número de ingressos a apenas mil. Após algumas análises, incluindo o fato de contar com um aeroporto, Novo Horizonte foi escolhida para ser palco do King Jeremy Acústico. Com a chegada de fãs, jornalistas e curiosos, a pequena cidade estava em frenesi.

Às seis horas da manhã, um avião passou por cima de sua cabeça. Talvez fosse o voo que ele esperava. Logo em seguida, ele entrou no aeroporto.

Após 9 minutos e 37 segundos de espera, Davi Mateus, sua esposa e a filha Suzana surgiram no corredor de desembarque.

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Uma semana antes de viajar para Novo Horizonte, Andreas dera um presente para Suzana e seus pais: três passagens de avião para Novo Horizonte, com direito a estadia, e três ingressos para o Acústico. Davi Mateus estivera ali no começo de sua trajetória, quando ainda no estado embrionário os primeiros integrantes do King Jeremy tocavam nos Aborrecidos. Para aquele evento especial, Andreas achou que seria uma ótima forma de mostrar que reconhecia o papel de profissionais que estiveram nos bastidores, no início de sua carreira.

Além disso, ele teria a companhia de sua fã número 1, como ela mesma se apresentava. Suzana exalava otimismo em cada centelha de luz dos seus olhos, em cada poro de sua pele, e Andreas apreciava a companhia daquela jovem. Tinha bem vívido em sua memória a sombria madrugada em que quase saltara da janela daquele hotel em Londres. Por estranhas razões, lembrou-se das palavras de Suzana ditas anos antes, palavras estas que ajudaram-no a demovê-lo de suas ideias suicidas.

Andreas cumprimentou Davi e sua esposa. Por último, Suzana o abraçou e disse:

– Muito obrigado pelo convite Andreas. Foi o melhor presente que eu poderia ganhar.

– Obrigado por ter vindo. Não seria a mesma coisa sem vocês.

Foi só depois de finalizado o abraço que Andreas percebeu que Suzana estava emocionada.

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Quando o King Jeremy entrou no palco naquela noite foi ovacionado e aplaudido por vários minutos. Era uma receptividade calorosa como nos outros shows, mas com uma intensidade diferente. Fábio ficaria na bateria, Andreas com o baixo acústico, Aquiles no violão e Elou no violão e piano. Havia duas backing-vocals e uma orquestra que participaria de 10 das 21 músicas do repertório.

Andreas acenou para o público e sentou-se em um banco onde estaria pelas próximas horas. Dali, podia divisar a família de Davi Mateus logo na primeira fileira.

Andreas falou no microfone:

– Boa noite, Novo Horizonte. – A gritaria foi estimulante, entrando na alma de Andreas, no entanto, sem deixá-lo arrepiado. Ele continuou: – Gostaria de dizer primeiramente que vocês são especiais para nós. Afinal escolhemos vocês dentre inúmeras outras cidades para fazer o nosso acústico. – Mais gritaria. – Desde que anunciamos este show, a mídia começou a dizer que nós estávamos preparando um álbum acústico. Então aproveito a oportunidade para esclarecer: em momento algum nós dissemos isso. Não haverá um álbum acústico. – Ele deu uma pausa. Era possível ouvir as interjeições de desconsolo do público. – Mas como seria uma falta de carinho pelos demais fãs que temos, além daqueles que estão aqui hoje, decidimos lançar as músicas gravadas nesta noite em formato MP3 pela Internet na semana que vem. – Explodiu uma sessão de gritos e aplausos. – Todo o planeta está autorizado a entrar em nosso site oficial na próxima semana e fazer download gratuito de todas as músicas.

Ele parou de falar um pouco e começou a tocar algumas notas conferindo a afinação, seguido por Aquiles e Elou, enquanto o público ainda delirava com a notícia.

– Gostaria de dedicar esse show a uma pessoa muito especial: à nossa fã número um, Suzana.

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Os eventos que caracterizaram os próximos meses e anos da vida de Andreas se desenrolaram na velocidade da luz. E ele simplesmente mal percebeu o passar do tempo.

No final de 2000, eles lançaram Jimmy – o primeiro álbum da trilogia. Contava a história de um garoto que tinha pequenos desvios mentais. Jimmy se apaixonava por uma vizinha que era 15 anos mais velha do que ele, e que mais tarde se casaria com um cara rico do bairro. O álbum era mais pesado que Apology – trazia uma descrição do mundo sombrio em que vivia o garoto. Não havia instrumentos destinados a amenizar a ambientação. Por exemplo, Jimmy era o primeiro álbum do King Jeremy sem a presença de violão. Por outro lado, havia diversos ruídos estranhos e incompreensíveis que procuravam representar os acessos de Jimmy ao ver sua amada ser cortejada pelo bacana. Não era um álbum de fácil assimilação. E apesar do sucesso que o King Jeremy fazia, a banda realisticamente achava que o álbum não teria muitos hits, e venderia menos do que o esperado.

Antes do lançamento de Jimmy, Andreas presentou Suzana com uma cópia. Sempre que podia, Andreas enviava-lhe uma mensagem ou fazia uma breve ligação. Do alto de seu posto de rock star, ele descobria, surpreso, como a felicidade podia se esconder em pequenas coisas, como conversar com alguém querido. O mundo continuava a ser um lugar estranho e sombrio, e Andreas ainda caminhava por trilhas soturnas. Mas a esperança e as pequenas coisas tem o poder de manter os desajustados vivos até o dia em que, finalmente, consigam entrar no eixo. E era assim que Andreas imprimia novas moléculas de oxigênio em seu peito, outrora tão carente.

O coelho respira.

Seis meses depois, em 2001, chegava às lojas o segundo álbum da trilogia: Kristina. Contava a mesma história de Jimmy, porém, do ponto de vista de Kristina, a vizinha por quem o garoto se apaixonara. A sonoridade era inversamente proporcional ao álbum anterior. Kristina era o trabalho mais suave e comercial do King Jeremy. Pela primeira vez, a banda apelava para um romantismo exacerbado, com melodias fáceis e letras apaixonadas. O objetivo, porém, era simplesmente retratar o universo colorido onde vivia a apaixonada Kristina. O álbum e a pequena turnê foi um grande sucesso, superando em muito o desempenho de Jimmy.

Todo o planeta ouvia falar em King Jeremy e os shows se multiplicavam. Entrar e sair dos hotéis tornara-se um processo complicado. Centenas de pessoas se acotovelavam para conseguir um autógrafo, ou simplesmente tocar em um dos 4 Reis, como já eram costumeiramente chamados.

Após a turnê Kristina, todos da banda, exceto Andreas, queriam ter um pouco de descanso.

Elou disse:

– Andreas, vamos ter um esgotamento desse jeito.

– Não exagera.

– Estou te falando. Precisamos de uns quatro meses longe dos palcos e estúdio, pelo menos.

– Está maluco? A trilogia não está pronta ainda. Não podemos simplesmente sair de férias. A trilogia é uma obra só. Temos que terminar o trabalho.

– Estamos todos esgotados, Andreas. Que diferença faz pararmos um tempo? A gente descansa e depois retoma com força total para concluir a trilogia. Os outros são da mesma opinião.

– Ok, Elou, escute. Vamos combinar o seguinte: a gente lança o terceiro álbum, e fazemos uma pequena turnê. Pequena, mesmo. Daí tiramos uns meses de férias. Podemos pensar até na possibilidade de ficar um ano fora da estrada, talvez fazendo alguns projetos paralelos. Mas, me ouça: nós simplesmente não podemos parar agora.

Embora evidentemente contrariado, Elou disse:

– Está bem.

– Ótimo. – Andreas sorriu. – O Senhor Marido está a nossa espera.

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Mr. Husband foi lançado com um pequeno atraso – janeiro de 2002. Como já era de se esperar, Mr. Husband contava a história do ponto de vista do homem rico que conquistava Kristina. O álbum passeava pelo folk, blues e jazz, e tinha forte influência de Van Morrisson e Bob Dylan, porém, sem perder a característica inovadora da banda.

A esta altura, King Jeremy se firmara solidamente como a melhor banda de rock da atualidade. Alguns diziam que eles estavam lado a lado com os melhores de todos os tempos. Ganhavam prêmios atrás de prêmios. Vendiam tanto que, às vezes, chegavam a duvidar das cifras que lhes eram passadas. Um jornalista, impressionado com a fama do quarteto, chegou a escrever:

“Dois em cada três jovens no mundo conhecem esses garotos”.

A turnê Mr. Husband teve apenas quatro shows. Além dos principais sucessos de outros trabalhos, a banda tocava a trilogia completa, na mesma ordem em que as músicas apareciam nos álbuns. O último foi no Earl Count Stadium, na Inglaterra. Setenta mil pessoas compareceram ao espetáculo de luzes e raio laser, além de contarem com o mais criativo rock de qualidade.

Embora soubesse que após aquele show, a banda entraria em férias, passando um bom tempo longe do estúdio e dos palcos, eventualmente, Andreas se perguntava: como será o próximo álbum? Qual a temática, a sonoridade, o ímpeto criativo? Eram perguntas que lhe faziam companhia enquanto procurava desfrutar daquele momento, como se fosse sua última grande apresentação.

Logo após o fim do show, nos bastidores, todos os integrantes da banda e a equipe técnica se abraçaram, como era o costume. Após abraçar Aquiles, Andreas lhe disse sorrindo:

– Hora do descanso, Willie Caolho. Você merece.

– Finalmente. Nesse ritmo eu enfartaria em pouco tempo.

– Então aproveite bem esse tempo, meu velho, e se cuide. Assim que estivermos renovados, voltamos ao trabalho.

– Presta atenção no que está falando, cara. Nós nem saímos de férias e você está falando em voltar ao trabalho. Você é doente?

– Ok, é que depois de tanto tempo vivendo e respirando King Jeremy, eu fico até meio deslocado, sem saber para que direção devo ir ou sobre o que falar.

– Bom, eu sei para que direção eu devo ir. Vou pra casa descansar, rever minha família, e vou viver avidamente cada segundo ao lado da Márcia.

Andreas sabia que o namoro dos dois parecia ir muito bem. Por isso, perguntou:

– E como anda o assunto “casamento”?

– Talvez esse ano. Talvez ano que vem. Se as coisas continuarem neste ritmo, não mais do que isso.

Andreas ficava feliz pelo amigo. O amor fizera de Aquiles uma pessoa melhor, mais acessível. Ainda bebia eventualmente, às vezes de forma imoderada, mas estava bem melhor do que em outras épocas. Não havia mais a tendência autodestrutiva característica do período do seu fascínio masoquista por Veraline. Aquiles parecia ter finalmente encontrado seu lugar no mundo.

Andreas esperava tomar o mesmo rumo. Já havia resolvido muitas coisas consigo mesmo, e alguns de seus fantasmas internos pareciam ter se retirado definitivamente de cena. Mas ainda havia espaços a serem preenchidos. Ainda havia um vazio interior, algo que estava além da música, além do círculo de amigos. Andreas achava que este espaço somente poderia ser preenchido pelo amor, tal como via acontecer com seu amigo, Aquiles.

E não fora à toa que ele chegara a esta conclusão. Pela primeira vez em sua vida, Andreas estava amando. Pelo menos, esta era a forte suspeita que permeava seu ser. Desde criança até sua fase de adolescente e jovem, ele estivera mergulhado em seus objetivos. Ter uma banda, compor músicas geniais, conquistar o mundo. Tornara-se um obsessivo, como o próprio Aquiles costumava lembrá-lo com uma insistência incômoda. E esta longa fase moldara um homem frio, um homem que preenchia seu espaço interior com aço e concreto. Um coração petrificado, uma humanidade vacilante.

Mas a aproximação lenta, porém, significativa com Suzana trazia-lhe uma sensação tal como um renascimento. Nada havia sido programado. Ele a conhecera muitos anos antes, quando ela era apenas uma garotinha esperta. Hoje, ela já estava com 18 anos, e embora ainda muito jovem, parecia ter todos os ingredientes para finalmente colocar Andreas no eixo. O palco não mais lhe proporcionava isso; mas estar com Suzana fazia com que a pele de Andreas voltasse a se arrepiar.

Por isso, agora que todos os outros Reis partiriam para seus projetos pessoais (o que poderia incluir dormir muito), Andreas rumaria para o seu. Depois de conquistar o mundo, e percebê-lo sem graça e melancólico, era hora de conquistar algo que realmente valesse a pena: o coração de Suzana.

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