Branca de Neve, e se o seu príncipe for um psicopata?

1990

  • O rock mundial está sufocado pela dance music;
  • The Cure se rende à moda e lança Mixed Up – mixagem dance de onze músicas de sucesso da banda;
  • Smashing Pumpkins lança seu primeiro álbum. Gish é uma mescla de um engajado progressivo com metal de altíssima qualidade. O disco surpreende ouvidos mais apurados, mas não consegue decolar;
  • Três garotos de Berkeley decidem mudar o nome de sua banda Sweet Children para Green Day;
  • Vindo de uma cidadezinha do interior da Irlanda, The cranberries (com “c” minúsculo), lançam o primeiro álbum independente que não vende quase nada. Dolores O´Riordan (vocalista escolhida a partir de um anúncio de jornal local) explica que o álbum foi inspirado no rock americano e, por isso, não agradou nem a eles próprios.

As únicas coisas das quais ele conseguiria se lembrar com o passar do tempo, referentes àquele dia, era do olhar desafiador do vesgo invocado e da frase: “Branca de Neve, e se o seu príncipe for um psicopata?”

O primeiro dia de aula sempre foi algo aterrorizante para Andreas, especialmente quando se é um novato no colégio. Nestas horas, acredite, o lugar mais seguro do planeta é no canto – um canto qualquer, sempre ocupado pelos ratos e baratas.

Era o primeiro dia de aula, e todos os alunos estavam ajuntados numa gritaria assustadora. Contavam coisas engraçadas, talvez relembrando o que haviam feito durante as férias idiotas que a maioria passara numa praia entupida de babacas histéricos. E quando se encontravam no novo ano letivo, vomitavam as proezas que realizaram, a maioria destas sendo nada mais do que mentiras muito bem ensaiadas. Ouvir aqueles idiotas discursando babaquices ostentatórias deixava Andreas enjoado.

Naquele ano, ele estava iniciando a sexta série. Andreas estava com treze anos. Era um garoto alto e bem magro, fatores físicos estes que lhe rendiam repetitivas zombarias desde a primeira série. Uma figura acuada, com um certo olhar imbecil – um menino feio, sem dúvida. Desnecessário dizer que tinha um agravante problema emocional: a extrema timidez. Chegava a ter pavor das pessoas. E sofria ao perceber que não havia nada no mundo que o fizesse mudar. Era um escravo do medo.

E o escravo, neste momento, permanecia isolado. Homem solitário, seu triste fim não tarda. Não conhecia ninguém naquele pardieiro. Por isso, não podia fazer nada além de esperar anunciarem qual seria sua turma. Não teria sido mais fácil se simplesmente tivessem colocado o nome dos alunos em uma lista para que estes consultassem a respectiva turma? Colégio idiota.

Sugado para dentro do vácuo do tédio soberano, sentiu-se aliviado quando a figura de um negro corpulento subiu no palco do pátio. O homem pegou um microfone e se apresentou: um nome qualquer e um sobrenome inútil. Era o diretor do colégio. Tinha uma voz grave e um corpo forte. Metia medo. O típico cara que impunha respeito. Ele deu as boas-vindas aos alunos, desejou um feliz ano letivo e todas aquelas baboseiras de sempre que causam dor de barriga. Ele pegou uma grande lista, e começou a falar os nomes dos alunos e suas respectivas salas. Andreas tremia. Era um momento que mexia com sua estrutura emocional, como se estivesse sendo lido sua sentença. Para falar a verdade, era a sua sentença. Havia sempre uma apreensão quanto a quem seriam os colegas de sala – esperava-se estudar com as garotas mais bonitas, e ficar numa sala bem distante da dos valentões.

Uma era passou antes que o diretor dissesse:

– Andreas Hugo. Série A. Sala 25.

Prisioneiro: Andreas Hugo.

Cela: 25.

Andreas caminhou lentamente até a sala que seria sua pequena prisão durante aquele ano, enquanto pele, músculos e ossos se dissolviam pelo caminho. Ele não gostava de estudar. Talvez não exatamente com o estudar em si, mas com as pessoas que apinhavam tais ambientes. Já passara por momentos muito humilhantes na escola, e achava que todos eram iguais. Estaria enganado?

Quando Andreas chegou à sala 25, e viu todos aqueles estranhos, pensou no esforço que teria de fazer para começar suas amizades do zero. Só de imaginar o que isto significava na prática, sentia-se desestimulado.

Procurou um lugar seguro para se sentar: no canto, bem no fundo. Queria chamar o mínimo possível a atenção. Havia uma garota muito bonita à sua frente. Ela era mestiça, descendente de orientais. Andreas se reclinou um pouco e conseguiu sentir o cheiro do cabelo dela. Visualizou-se com o rosto enfiado no meio daqueles cabelos deixando que aquele perfume o embriagasse. Ele sempre delirava nestas utopias. Para o idiota, a única solução era fazer um bom uso da imaginação.

Ele abandonou seus delírios. Era só uma criança. Estava nutrindo pensamentos impossíveis. Talvez estivesse crescendo rápido demais.

Talvez quisesse desaparecer rápido demais.

___

Andreas tinha um dom. Era capaz de dizer a hora e os minutos mesmo sem ter observado qualquer relógio durante todo o dia. Sua margem de erro era de três minutos apenas. Ele costumava dizer que tinha o tempo sob controle. Por isso, conseguia saber para onde o tempo ia e em qual velocidade.

O tempo há de levar o solitário à cova.

Com isso que ele pôde precisar que, nove minutos depois de se sentar atrás da mestiça, entrou a primeira professora.

Ela era uma mulher de uns 40 anos que se vestia bem. Usava uma blusa bege e saias marrons que iam até o tornozelo. Se havia algo para elogiar naquela dona eram as roupas. Porque de resto, ela deixava a desejar. Andreas começou a perceber isso assim que ela entrou. A cidadã parecia mastigar alguma coisa o tempo inteiro. Não havia nada na boca dela, dava para perceber. Mas ela não parava de mastigar. Devia ser a dentadura. E pouco importava o que era, Andreas só sabia que irritava pra burro. E o sorriso? Parecia um sorriso macabro, do tipo ameaçador. Ela sorria e mastigava. Depois mastigava e voltava a sorrir. Ele tinha começado bem aquele dia!

Depois de mastigar bastante vento e irritar Andreas ao ponto da exaustão, a professora começou dissertar suas ladainhas introdutórias sobre as últimas férias. Andreas tentou ignorá-la ao máximo. Deu para ouvir que ela era professora de História. Mas aí Andreas começou a escrever qualquer coisa em seu caderno, tentando não ouvir a voz dela. Por que todo início de ano tinha de ser assim? Por que os professores não entravam na sala e simplesmente começavam a ensinar? Não que Andreas fosse um amante da educação, mas realmente enchia o saco ficar ouvindo os professores dizer: “Ah, eu e meu marido passamos as últimas férias numa praia no fim do mundo e vocês?” Por mim, podiam ter passado as férias no inferno, pensava aborrecido.

Quando encheu a primeira folha do seu caderno com frases como: “Sou o último dos escolhidos”, “Minha doença, minha foice, minha solidão” e “Quero voltar para o útero”, Andreas passou a observar seus colegas.

Eles pareciam realmente interessados no que ela dizia. Às vezes, ela falava alguma coisa e eles riam. Riam do que ela dizia ou das mastigadas que dava? Sorriso macabro.

Andreas contou vinte e cinco alunos ali. Cela 25: vinte e cinco prisioneiros. Uma terrível coincidência? Mau agouro? A qualquer momento cairia um avião sobre o colégio?

A maioria era formada de garotas. Muito bom. Havia umas três bonitas. Bonitas pra burro. Do tipo que dava para se apaixonar. Andreas vivia se apaixonado. Às vezes por duas ao mesmo tempo. E havia também alguns grandalhões. Tinham cara de sacanas. Todo grandalhão tem cara de sacana. Ou então cara de abobalhado. Uma coisa ou outra, sem exceção. Andreas achou que poderia ter problemas com aqueles caras. Ele era um alvo fácil. Chamava a atenção com seu corpo desajeitado e sua cara de monstro. Aqueles caras poderiam muito bem escolhê-lo como alvo para poderem reafirmar a si mesmos que eram os donos do mundo.

Mas, para Andreas, eram apenas patéticos. Grandes e patéticos.

Enquanto observava-os um a um, ouviu a voz de um garoto, um loiro vesgo, sentado ao seu lado:

– Ei, maluco. Acorde!

Andreas foi tirado de sua cuidadosa análise superlativa.

– O que foi? – perguntou, enquanto percebia que toda a sala o observava.

– A professora está perguntando.

Andreas olhou para a professora de sorriso macabro. Ela o encarava com uma expressão nada agradável. Não sorria. E nem mastigava. Péssimo sinal!

– Estou te fazendo uma pergunta, garotinho.

Droga! Andreas se esquecera que os professores, no primeiro dia de aula, costumam fazer um monte de perguntas cretinas para os alunos e às vezes escolhem alguns a dedo para responder.

– Eu não ouvi a pergunta.

– Isso eu percebi.

Risadas.

Velhos fantasmas começavam a rodeá-lo.

Pessoas más riam. Riam dele. O bobo. O alvo.

– Pode repetir a pergunta, senhora? – Ele tentou ser o mais gentil possível para evitar que ela o humilhasse diante de todos.

– Qual é seu nome?

– Meu nome?

– Não pedi que repetisse minha pergunta. Pedi que respondesse minha pergunta.

Mais risadas. Mais fantasmas.

– Andreas.

– Ok, Andreas. Eu quero saber o que deseja ser quando crescer?

Ele hesitou.

Era uma pergunta ridícula, sem dúvida. Combinava com uma mulher que mastigava o vento. Mas a pergunta estava colocada. O que ele responderia? Diria a verdade, ou aquilo que todos preferiam ouvir? Se falasse a verdade, poderia tornar-se alvo de zombarias logo de cara. Ou não. Talvez despertasse a admiração de alguns, e a curiosidade de outros.

Em meio ao conflito do que era apropriado ou fora de hora, Andreas se encheu de coragem e disse:

– Quero ser cantor de rock.

O que invadiu os ouvidos de Andreas nos segundos seguintes, ele conseguiu dividir em três malditas etapas: primeiro, um silêncio assustador onde se podia ouvir a respiração dos alunos; segundo, cochichos emergiram do vazio silencioso como zumbidos; e terceiro, uma tímida risadinha que logo foi acompanhada por uma marcha de gargalhadas.

Coelho indefeso, gostaria de saber qual é o seu lugar?

Andreas automaticamente se encolheu na cadeira. As risadas faziam-no sentir-se cada vez menor. Ele queria manter a cabeça erguida, mas era impossível. Assim, seus olhos se firmaram no caderno, nas frases que acabara de escrever. Uma delas dizia: “Branca de Neve, e se o seu príncipe for um psicopata?”

Por que ele simplesmente não dissera o que todos desejavam ouvir? Por que não dissera que queria ser um médico estressado, um advogado entediado ou a porcaria de um engenheiro, e agradasse a todos aqueles seres de mentalidade pequena e sem percepção? Quanto ele teria de apanhar até aprender que as pessoas eram más e não se podia confiar nelas?

Alguns instantes depois, os alunos não riam mais, mas ainda o encaravam. Andreas não deixou de divisar o futuro. O futuro era a cópia do passado. E não havia nada promissor para ele naquele momento. Só de imaginar o péssimo começo que tivera, deixava-o com vontade de vomitar.

Os olhos inquietos de Andreas voltaram a pousar no vesgo ao seu lado. O menino loiro, que só não era mais feio por falta de inspiração, olhava para Andreas com uma feição irritada, parecendo estar verdadeiramente furioso, e meneando a cabeça, negativamente.

O vesgo deu uma pequena risada mordaz antes de arrematar:

– Novato idiota!

___

Andreas morava com os pais e os dois irmãos em um apartamento no centro da cidade. Seu pai era gerente de uma empresa. Isso não fazia de Andreas, rico. Mas também não chegavam a ter problemas econômicos. Até podia ter alguns luxos. Como gostava muito de música, ganhara uma guitarra quando tinha 10 anos. Entrara para uma escola de música e se desenvolvera muito rápido. Era o que seu professor de música dizia. Mas quem poderia garantir que não dizia o mesmo para todos os alunos estúpidos que tinha? De qualquer forma, Andreas não precisava do comentário do seu professor para se convencer de que era bom. Ele achava que era mesmo.

Após poucos meses de aulas, Andreas dissera ao seu pai:

– Ouça isso.

Tirara um solo magnífico.

– Muito bom. De quem é essa música?

– Eu que fiz.

Seu pai rira. Achava que Andreas estava brincando. Mas não estava. Andreas tinha um dom musical. Achava mais fácil aprender música do que jogar damas. E compunha como quem brincava. Nunca colocava letras. Apenas a melodia, com direito a solos intermináveis.

Depois de alguns meses de exibição aos seus pais, Andreas pedira:

– Pai, me compre um contrabaixo?

– Contra quem? – Amante do sertanejo, ele só conhecia violão e viola.

– Um contrabaixo. É um instrumento de quatro cordas para encorpar as músicas.

Pela cara, o pai não entendera. Ainda assim, atendeu ao pedido.

Uma semana depois, Andreas abandonara as aulas de guitarra e entrara na aula de baixo.

– Por que abandonou a aula de guitarra? – perguntara a mãe.

– Porque estou tocando melhor que meu professor – respondera, o exibido.

O cara tocava bem, era verdade. Mas era convencido como ninguém.

Nas aulas de baixo, desenvolveu-se rapidamente. Por isso, não demorou para pedir uma bateria. Mas como moravam em um apartamento, acabara deixando a ideia de lado. Os vizinhos já haviam reclamado da guitarra, que diriam de uma bateria?

Um mundo perfeito seria um mundo sem vizinhos, pensava ele.

Ele costumava gravar o baixo no aparelho de som. Colocava um K7 no aparelho, ligava o microfone, e tocava. Depois, colocava a gravação enquanto fazia base e solos de guitarra. Ele ficava arrepiado com o resultado.

Dissera a si mesmo, inúmeras vezes:

– Quando crescer, vou ter uma banda de rock.

Seus irmãos viviam reclamando do barulho. Pareciam os chatos dos vizinhos. Andreas achava que eles tinham ciúmes. Só porque eram uns incompetentes que não tinham talento nem para limpar privadas. Mas Andreas não se importava. Era o soberano da música, e não desanimaria diante de implicantes que nem pareciam ter seu sangue.

Um mundo perfeito seria um mundo sem irmãos.

___

Naquela semana, Andreas teve o desprazer de fazer a primeira aula de educação física. Detestava esportes, detestava se alongar, detestava ficar correndo como um idiota em volta de uma quadra poliesportiva.

O professor de educação física mandou todo mundo se alongar, correr, se alongar, correr de novo, dar uns pulos, ficar fazendo uns exercícios sem lógica. Enfim, em pouco tempo, Andreas queria morrer. Suava como um camelo. Ele não tinha nenhum preparo físico. Até as garotas tinham mais preparo que ele. Andreas – o pequeno fracassado.

Um dos colegas se aproximou e disse:

– Ei cara. Qual é o problema?

– Acho … que puxei … demais.

– Puxou demais? Se liga. A gente nem começou ainda. O professor disse que nos vinte minutos finais a gente pode fazer um jogo de salão. Está a fim?

– Fazer o quê?

– Jogo de salão. Futebol de salão, cara. Está a fim?

– Eu não sei jogar.

– Ninguém sabe. A gente só vai brincar um pouco. Estamos precisando de gente para formar as equipes. Vamos?

Esses caras eram sempre assim. “A gente também não joga porcaria nenhuma” só para convencer os otários a jogar. Mas no fim, eram cobras, mesmo. Andreas conhecia essa ladainha. Mas ao mesmo tempo sabia que precisava ganhar amigos. Um jogo como aquele seria bom para isso. Ele daria um jeito de ficar só na defesa onde não teria muita responsabilidade em pegar na bola. Se ela viesse para o seu lado, era só dar um chutão para o ataque e os grandalhões que se virassem para fazer o gol.

– E então, roqueiro, vai ou não vai?

Parece que este seria seu apelido.

– Tá bom. Qual o seu nome?

– William – respondeu enquanto se afastava.

Após mais alguns minutos de aula, o professor liberou os macacos para jogarem o tal do “salão”. Toda aquela cambada de idiotas reunidas no centro da quadra, e o palerma metido a roqueiro também. Dois capitães foram escolhidos – os dois melhores. Aí, um de cada vez, começou a escolher um jogador para sua equipe. Primeiro um, depois o outro, sucessivamente. O último escolhido, como não poderia deixar de ser, foi Andreas. Mas o pior ainda estava por vir.

Enquanto todos se posicionavam, Andreas dizia a si mesmo para ficar calmo, jogar direito, mandar a bola para longe da defesa. Se fizesse tudo direitinho, quem sabe conseguiria a simpatia daqueles caras? Até que o capitão da equipe adversária disse as piores palavras que Andreas tinha ouvido naquele dia:

– Se são vocês que vão sair com a bola, então vocês tiram a camisa.

Tudo pareceu rodar. Andreas teve de se apoiar na trave para não cair. Tire a camisa. Tire a camisa. Exiba seu peitinho branco e seco, verme repugnante. Ele não acreditava que aquilo estivesse acontecendo. Ele teria de tirar a camiseta. O moleque era puro osso. Um esqueleto assustador. Ele tinha vergonha de ficar sem camisa até diante dos pais. Como poderia expor toda aquela série disforme de ossos e pele para tanta gente? Ele olhou para a plateia. Todas as garotas de sua sala estavam ali para assistir ao jogo. Os melhores jogadores ali conquistariam a atenção das meninas. E o esquelético também conquistaria a atenção delas, mas de uma forma que provocaria risos em algumas, susto em outras.

Somente pele e osso.

Enquanto sua mente estava conturbada, o garoto vesgo que não fora com sua cara, e que ia jogar no mesmo time, disse em tom de ameaça:

– É melhor jogar direitinho.

O vesgo tirou a camisa exibindo o peito branco. Andreas hesitou. Subitamente, teve uma ideia. Se não desse certo, apelaria para a desculpa de uma repentina dor de barriga.

Ele correu até o goleiro e disse:

– Me deixa ficar no gol?

– Nem vem. Eu sou o goleiro.

– É sério, cara. Me deixa ficar no gol.

– Qual é? Sai fora, roqueiro.

Alguém gritava para Andreas tirar a camisa.

– Pelo amor de Deus – suplicava, Andreas, quase às lágrimas.

– Olha lá. Estão te chamando.

– Eu pago.

O moleque hesitou.

– Ahn???

Será que além de teimosa aquela peste era surda?

– Eu pago.

– Quanto?

– O lanche do recreio. Salgado e refrigerante.

Ele começou a tirar a camisa.

– Se me enganar, te pego na saída. – Ele correu para a linha.

Andreas suspirou aliviado.

Na ingrata posição de goleiro, antes que começasse a ser bombardeado pelos chutes a gol da equipe adversária, ele observou as pessoas na arquibancada que o ignoravam. E só conseguia pensar em uma coisa:

“Um dia, todos vocês ouvirão falar de mim!”

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