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Crônicas corrosivas e gestos de amor

Category: Textos Engraçados (page 1 of 2)

Textos engraçados e crônicas humorísticas

Pilhoando as Frangoteias

A noite estava… A noite estava clara… A noite… A noite estava fria… A noite estava… (Não, a noite não).

O dia estava…

Oh, infame desinspiração. Ou uma anti-inspiração. Não importa se a palavra não existe. Quem se importa!? Quando a inspiração desaparece vale tudo para o escritor. Até inventar palavras novas: “Ele acordou um pouco compartivenado. Silhuetas tuscasneanas sondando sua bremice conspilativa. Perderia ineríssimas conturnas se ao menos pilhoasse as frangoteias”.

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Declarações de Amor Inusitadas

Se o amor já era complicado, os criativos fizeram questão de torná-lo um emaranhado ainda mais complexo. Pelo menos, no tocante às declarações de amor.

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Agorafobia? Só Se For Depois

Agorafóbico. Agorafobia. Agora. Neste exato momento. Mas, logo agora?

Foi o que pensei. Os pés já batendo a calçada coberta de limo, em uma manhã infernalmente fria, quando a sensação de ser engolido e devorado por uma nuvem negra deflagrou. Para falar a verdade, fui realmente devorado por uma nuvem negra, uma maldita neblina mórbida em plena segunda-feira. Eu sabia que infartaria se desse um passo a mais. Vai por mim, infartaria pra valer. E me prove que estou errado, que não passa de uma ideia absurda, e te concedo um prêmio Nobel.

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Rir é o Pior Remédio

Rir é o pior remédio. Para Mara, rir ainda precisava evoluir muito para ser classificado como um remédio ruim. Para ela, risadas eram o próprio fel. O distúrbio. O veneno.

Ela carregava o amargor em sua alma como um vibrante elixir. Era sua fortaleza, sua proteção. Já o riso a envelhecia. Deixava-a exposta, vulnerável. Não era a toa que se chamava Mara, de amarga.

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Desconfiança Mata

A desconfiança não lhe soava como um defeito; para ele, era sua principal arma. Na verdade, a defesa perfeita, inexpugnável, por meio da qual garantiria sua sobrevivência em um mundo repleto de traição.

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PRIMEIRO ENCONTRO

No seu primeiro encontro romântico com uma garota, levou junto a mãe. Rapaz criado sob os mimos da mãe viúva e de duas tias solteironas, não se sentia seguro nem para assinar o próprio nome. A ausência de qualquer uma das três figuras femininas fazia com que Alfredo perdesse até a fala.

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FAZENDO BIQUINHO

O hábito lhe perseguia tal qual um vício: fazia biquinho em todas as fotos. Quase uma sina. Bastava um convite para uma foto, ajeitava a roupa, uma pose cuidadosamente elaborada e… o biquinho se formava na boca disforme, antes do flash espocar seu rosto.

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O OTIMISTA E O PESSIMISTA

Um barzinho qualquer. Uma conversa qualquer, aquela que melhor convir.

– Droga de vida!

– Por que isso, cara?

– Ah, essa porcaria toda.

– Mas que porcaria?

– Essa estrumação onde vivo.

– Esse papo de novo? Não tem nada de tão ruim em sua vida.

– Ah, não? Quer que eu enumere?

– Cara, acho que você só reclama por reclamar. Tipo, você se acostumou com isso, e parece se sentir seguro com esta situação.

– Eu não me acostumei a reclamar. Mas acho que me acostumei a sofrer.

 

– Então, enumere.

– Quê?

– Você falou sobre enumerar a porcaria toda. Enumere.

– Ah, essa droga toda.

– Que droga, cara?

– Essa vida, esse fedor.

– Você está sendo evasivo.

– Meus dias, meu passado, meu futuro.

– Ainda evasivo.

– O que quer que eu diga?

– Seja específico.

– Ah, você não quer que eu enumere, quer?

– Quero, sim.

– Ok, ok, animadão. Olhe ao redor. Olhe isso. Olhou?

– Aham.

– Agora, olhe para mim. O que está vendo?

– Hum… Meu melhor amigo. Um cara bacana, engraçado, culto…

– Cale a boca. Você me deprime com esse papo cara.

– Isso se chama elogio sincero.

– Elogio, elogio. As pessoas precisam de elogios para ter coragem de enfrentar o dia seguinte, isso sim. Tipo, um combustível. Esse papo todo, balela.

– O que quer que eu diga?

– Quero que enumere o que há de ruim em mim.

– Não, senhor. Não mude o rumo das coisas. Quem vai enumerar é você.

– Ok, ok… Vamos lá. Tá preparado?

– Claro.

– Não vá chorar.

– Tenho certeza que não.

– Como pode ter tanta certeza?

– Para de enrolar e fale logo.

– Ok, ok. Primeiro: – Ergueu o dedo indicador. – Meu passado. Desde criança… Assim, desde molequinho mesmo. Catarrento e tudo mais. – Parou. Um instante. Uma reflexão. –  Fala a verdade: você me acha mesmo um cara bacana?

– O mais bacana que conheço.

– E esse papo todo de ser engraçado…

– Não é papo. Quem te conhece, sabe disso.

Baixou o dedo indicador. Começou a rir.

– Já te contei sobre o que aprontei naquelas férias com a turma, ano passado.

– Não.

– Não mesmo? Cara, foi show…

 

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D’ARTAGNAN, O FILÓSOFO E A FESTA

D’Artagnan se propôs um pequeno desafio: dar apenas três passos em linha reta. Levando-se em consideração as latinhas de cerveja que secara naquela festa, desnecessário dizer que não foi bem-sucedido. Orgulhoso irredutível (e defensor absoluto dos incisivos porres diários), botou a culpa no salame: “Aquela porcaria tava estragada”.

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DARTÓFOLIS

Não conseguir se lembrar de quando acordou é algo assustador. Pior ainda é não saber como se veio parar aqui. Quer um pouco mais de tempero TERROR na trama? Eu nem sequer sei onde é “aqui”.

Estupefato, confuso, olho ao redor. Recolho informações: aqui é uma rua movimentada. Pessoas indo e vindo apressadas. Normalidades anormais. E um cheiro acre no ar. Cheiro azedo, oras. Mãos secas. Ar úmido. Nervos e pele. Sou eu, mas… quem eu sou, afinal?

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